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Síndrome de Bornout no contexto do trabalho: o que é e como tratar?

Síndrome de Bornout no contexto do trabalho: o que é e como tratar?

A síndrome de Burnout (do inglês to burn out, semelhante como queimar por completo) ou esgotamento profissional, aparece em decorrência do acúmulo exagerado de estresse nos trabalhadores. Principalmente, naqueles que atuam em ambientes muito competitivos, que geram amontoamentos de funções ou com que envolvam atividades de extrema responsabilidade.

No Brasil, 30% dos profissionais apresentam os sintomas relacionados à síndrome. As informações são de uma pesquisa da filial nacional da International Stress Management Association (Isma), a mais antiga associação, sem fins lucrativos, voltada para a pesquisa e desenvolvimento da prevenção e do tratamento de estresse no mundo. O estudo entrevistou mil pessoas, entre 20 a 60 anos.

A síndrome é um distúrbio psíquico marcado pelo estado de tensão emocional constante provocado por condições de trabalho desgastantes. Ele foi descrito, pela primeira vez, em 1974 por Herbert J. Freudenberger, médico psicanalista alemão, que verificou os sintomas, inicialmente, em si mesmo e, posteriormente, em outros médicos e pesquisadores.

Causas da síndrome de bornout

A síndrome aparece, especialmente, em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso e estão ligadas às áreas de educação, saúde, assistência social, recursos humanos.

Profissionais que exercem as funções de agentes penitenciários, bombeiros, policiais, advogados, atendentes de call centers e mulheres que enfrentam dupla ou tripla jornada, correm um risco maior de desenvolver a doença.

A síndrome pode ser manifestada ainda quando se impõe metas e prazos inexequíveis ou muito difíceis de serem executados, gerando um desgaste muito grande por parte da pessoa, tanto de esforço físico, quando de horários e jornadas prolongadas, sem pausas ou descansos.

Sintomas

  • ·Sentir-se esgotado e desanimado;
  • Dor de cabeça recorrente;
  • Alterações no apetite;
  • Alterações no sono;
  • Apresentar sentimentos constantes de fracasso e insegurança;
  • Dificuldade para cumprir as tarefas do trabalho;
  • Isolamento;
  • Agressividade e irritabilidade;
  • Mudanças severas de humor;
  • Dificuldade de concentração;
  • Lapsos de memória;
  • Suor excessivo;
  • Distúrbios gastrintestinais;
  • Pressão alta;
  • Dores musculares;
  • Baixa autoestima.

Como tratar

Quando observado que os sintomas acima são recorrentes, concomitantes ou não, é de vital importância que se procure ajuda médica. O psiquiatra está apto para fazer o diagnóstico, que em alguns casos pode ser confundido com um quadro de depressão.

É fundamental que não se espere que os sintomas se agravem e se alcance um quadro clínico mais grave, ao menor sintoma procure um especialista. Este profissional ajudará no desenvolvimento de estratégias para aliviar o estresse e pressão constantes.

Em alguns casos, poderão também serem receitados medicamentos para o controle desses gatilhos que geram a síndrome.Como previnir

A prática de exercícios físicos regulares pode combater o aparecimento da síndrome e até mesmo ajudar no processo de tratamento. Atividades físicas contribuem para a circulação, para pensamentos menos pesados, permitem uma “fuga” da realidade e favorecem a produção de substâncias que causam o relaxamento e o bem-estar.

Participe também de atividades com amigos e familiares, que tragam conforto e leveza. Reserve momentos para o descanso e para atividades prazerosas. No trabalho, procure estipular metas plausíveis e que possam ser executadas, tente evitar o acúmulo de tarefas e programe momentos de pausa. Essas ações podem contribuir para melhorar a qualidade de vida e evitar o aparecimento da doença.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

Posted by Dra. Aline Rangel in Todos
Cefaleia crônica pode ser indicativo de TAG

Cefaleia crônica pode ser indicativo de TAG

A cefaleia crônica é considerada uma comorbidade associada ao transtorno de ansiedade generalizada, uma doença psiquiátrica conhecida pela sigla TAG.

Isso quer dizer que a dor de cabeça frequente no organismo de quem é ansioso pode ser decorrente do próprio desequilíbrio bioquímico que a ansiedade provoca no cérebro. Essa constatação foi observada a partir de estudos realizados nas áreas de Psiquiatria e Neurologia.

Assim, a pessoa com esse tipo de transtorno costuma ter crises de dor de cabeça por vários dias durante um mês sem entender muito bem o que a provocou.

Além de afetar bastante a disposição e o humor, a cefaleia crônica faz com que o paciente tenha que tomar cada vez mais medicamentos para dor sem que ele faça o efeito desejado.

Continue a leitura deste artigo para saber mais sobre o assunto!

Por que o ansioso tem muita dor de cabeça?

Ainda não existe um consenso sobre as causas da ansiedade. Há teorias que apontam para quatro fatores desencadeadores: o ambiental, o genético, o físico e o decorrente de evento traumático.

Independentemente do que ocasiona esse tipo de transtorno psiquiátrico, é fato que nele há um desequilíbrio nos estímulos elétricos do cérebro. Esse quadro provoca um desajuste na recepção de elementos químicos que determinam nossos estados emocionais.

Com esse desequilíbrio químico, a resistência à dor fica mais fraca. Sendo assim, quando o gatilho da emoção ansiosa provoca uma tensão cerebral que desencadeia a cefaleia, o organismo passa a ser mais suscetível a frequentes crises de dor de cabeça no dia a dia.

Isso acontece porque a pessoa com TAG está constantemente nervosa, angustiada, com medo, agitada ou chateada com algo.

Por isso, o tratamento para a cefaleia decorrente do transtorno de ansiedade não deve envolver só medicamentos para a dor, é preciso controlar os gatilhos das crises, aquilo que provoca os estados ansiosos.

Como lidar com a cefaleia crônica decorrente da TAG?

As crises de dor de cabeça em quem sofre de ansiedade costumam diminuir muito quando se observa a raiz do problema. O medicamento pode aliviar momentaneamente. No entanto, cuidar do que desencadeia a ansiedade é o ponto-chave.

Por isso, é importante observar a situação que deixa o paciente com os sintomas de TAG. Por exemplo, se o que está trazendo estresse e angústia é uma frustração no trabalho, é indicado trabalhar esse ponto, buscando formas de superar essa dificuldade.

O uso de medicamentos antidepressivos e ansiolíticos também pode ser necessário.

No entanto, a recomendação geral da maioria dos médicos que tratam o problema é que o paciente adote uma rotina de hábitos saudáveis, que incluem a retirada de alguns alimentos que estão associados a dor de cabeça (café e pimenta, p.ex.), exercícios aeróbicos e sessões de psicoterapia.

Um grande segredo para driblar a cefaleia crônica decorrente da TAG é e construir habilidades de regulação emocional. Além disso, é importante se exercitar com frequência, ter momentos de relaxamento e lazer e adotar um olhar positivo em relação à vida.

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Posted by Dra. Aline Rangel in Ansiedade, Todos
Oniomania: a doença dos compradores compulsivos

Oniomania: a doença dos compradores compulsivos

Comprar coisas por impulso, sem necessidade alguma, pode ser sinal de oniomania. A certeza desse transtorno compulsivo é quando a pessoa não resiste a pressão da compra, o que a leva a ter prejuízos financeiros e a se sentir culpada.

Este transtorno atinge cerca de 3% de pessoas ao redor do mundo, sendo identificado com maior frequência nas mulheres.

O consumidor compulsivo vê nessas compras uma forma de satisfação para suprir outras carências, angústias e para diminuir o desconforto físico e psicológico. Para ele, o que excita é a ação, e não o objeto adquirido.

O problema chega a um ponto de prejudicar outras esferas da vida, afetando até mesmo relacionamentos.

Causas

As compras compulsivas fazem parte dos transtornos de controle dos impulsos. Ocorre geralmente em pessoas jovens que atingiram recentemente a independência econômica.

O ato compulsivo pode estar relacionado com o desejo de preencher um vazio emocional, comprando objetos materiais que podem dar um contentamento por pelo menos alguns instantes. Porém, a satisfação da nova compra não dura muito tempo e, em um curto período, outra é feita.

A compra compulsiva é uma fissura. A pessoa concretiza o ato porque passa o dia inteiro com uma angústia e o ato de adquirir algo alivia esse vazio inexplicável. Entretanto, ela compra e logo em seguida vem o arrependimento. É quase como uma dependência química: para o cérebro, por exemplo, é como se ela usasse uma droga.

Sintomas e sinais da oniomania

Alguns dos sinais de consumo compulsivo são:

  •     Adquirir itens desnecessários, muitas vezes repetidos;
  •     Descontar tristezas e frustrações nas compras;
  •     Contrair dívidas que superam o valor que pode pagar;
  •     Fazer empréstimos para cobrir gastos com cartões de créditos e cheques especiais;
  •     Mentir, omitir e esconder os gastos excessivos e também as dívidas.
  •     Brigar com familiares e se desgastar nas relações sociais por conta dos gastos excessivos;
  •     Afastamento social.

Muitas vezes esse é um transtorno que demora a ser identificado pelo paciente e pessoas próximas. A busca por ajuda médica ocorre apenas quando o vício já acarretou diversos problemas.

Tratamento

A oniomania tem cura. Para tratar esse transtorno, o médico faz avaliação psiquiátrica para diagnosticar as questões relacionadas aos problemas. Muitas vezes as pessoas estão deprimidas e ansiosas e necessitam de medicação para auxiliar no processo.

Além disso, é iniciada a terapia cognitivo comportamental, que trará a tona as questões que envolvem o impulso pela compra.

O tratamento para oniomania também é feito com aconselhamento sobre compras. O objetivo não é a abstinência completa do ato, mas o controle do comportamento, que em situações normais obedece à seguinte sequência de etapas: avaliação da necessidade; avaliação das possibilidades; pesquisa de preços e condições de pagamento; consulta a terceiros; negociação; deliberação; comprar o que foi programado. Quando adequadamente tratado, o resultado costuma ser favorável.

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Como o transtorno de personalidade borderline afeta a vida das pessoas?

Como o transtorno de personalidade borderline afeta a vida das pessoas?

Instabilidade emocional, sensação de inutilidade, insegurança, impulsividade e relações sociais prejudicadas são alguns dos sintomas do transtorno de personalidade borderline. A prevalência média do distúrbio psíquico na população é estimada em 1,6% a 5,9%, sendo diagnosticado principalmente em pessoas do sexo feminino.

Pacientes com este tipo de transtorno vivem uma montanha-russa emocional e tem dificuldade em controlar impulsos. Além disso, não toleram estar sozinhos e fazem esforços frenéticos para evitar o abandono, o que torna as relações pessoais desgastantes.

Reconhecido com o um dos transtornos mais lesivos, leva a episódios de automutilação, abuso de substâncias e agressões físicas. Cerca de 10% dos pacientes cometem suicídio.

O termo foi usado pela primeira vez em 1884 e passou por diversos conceitos ao longo dos anos. Originalmente, designava um grupo de pacientes que vivia no limite da sanidade, ou seja, na fronteira (borderline, em inglês) entre a neurose e a psicose. Foi só na década de 1980 que o diagnóstico da doença se tornou mais preciso.

Causas do transtorno de personalidade borderline

As causas e fatores envolvidos no surgimento desse transtorno são variados e abrangem desde a predisposição genética até experiências emocionais precoces e fatores ambientais.

  • Fatores genéticos: é cinco vezes mais frequente em parentes biológicos de primeiro grau de pessoas com o transtorno do que na população em geral. É relevante a presença de pais com o problema, podendo ser um ou ambos, na história clínica desses pacientes.
  • Instabilidade familiar: impacto do ambiente familiar no desenvolvimento da criança pode ser um fator causal importante. Cerca de 80% dos pacientes veem o casamento dos pais como muito conflituoso. Muitos passaram por negligência e abusos físicos e sexuais dentro da família.

O distúrbio pode ser também a consequência de uma educação muito autoritária, na qual pais rígidos sempre impõe seus desejos, e a criança sempre se submete, desenvolvendo dúvidas sobre a própria capacidade e vergonha pelos fracassos.

Como o distúrbio afeta a vida do paciente e das pessoas próximas?

Pessoas com esse transtorno são verdadeiros vulcões prontos a explodir a qualquer momento. Elas apresentam alterações súbitas e expressivas de humor e as relações interpessoais são intensas e instáveis, sendo muito difícil o convívio próximo com elas.

A situação é complicada para as pessoas próximas, porque uma só palavra mal colocada, pode levar do amor ao ódio em instantes. Além disso, uma situação inesperada sem relevância ou uma leve frustração pode levar o paciente a um acesso de raiva.

Além de medo de situações de abandono e perda, o paciente com transtorno de personalidade borderline também não sabe lidar com o êxito. É comum que eles abandonem ou destruam alvos e metas justamente quando a perspectiva de consegui-las é real e próxima.

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Plano individualizado de tratamento da depressão

Plano individualizado de tratamento da depressão

A depressão é uma condição complexa, caracterizada essencialmente por uma sensação de mal-estar, de desconforto, de ansiedade e/ou de tristeza (humor disfórico). Apresenta sinais e sintomas cuja intensidade e duração prejudicam a qualidade de vida, resultando em prejuízo nas funções que desempenhamos nas diferentes esferas da nossa vida (auto-cuidado, cognição, relacionamentos sociais, trabalho, etc). Citei aspectos individuais de cada pessoa que nos procura, desta forma, o plano de tratamento da depressão também deve ser individualizado.

Por que o tratamento da depressão pode falhar?

Portadores de depressão frequentemente descontinuam o tratamento, em função dos efeitos indesejáveis dos medicamentos. Aproximadamente um terço deles interrompe abruptamente o antidepressivo durante o primeiro mês; mais de 44% descontinuam ao longo dos três meses iniciais. Náusea e cefaléia são os principais efeitos que levam a descontinuação no primeiro mês. Nos segundo e terceiro meses, esses efeitos são fadiga, visão turva, dificuldade para adormecer, ansiedade, alterações do apetite e ganho de peso. Diminuição da libido, retardo da ejaculação, orgasmo e até anorgasmia podem ser referidos, especialmente quando interrogados de forma direta pelo psiquiatra. Essa fraca adesão responde por grande parte das das falhas do tratamento.

Tipo de relacionamento entre o médico e o paciente, características sociodemográficas, gravidade do quadro, efeitos adversos, nível educacional e tipo de personalidade do paciente, além do perfil do tratamento escolhido, são fatores que podem  interferir de diferentes formas à adesão ao tratamento. Efeitos adversos, falta de de orientação do paciente e má qualidade da relação médico-paciente são os mais significativos.

O perfil de cada paciente deve ser avaliado, para nortear, entre outros aspectos, as escolhas do antidepressivo com maior probalidade de adesão.

Como tornar individualizado o tratamento para a depressão?

A eficácia e a tolerabilidade dos antidepressivos já estão bastante documentadas, reconhecendo-se que eles não diferem em eficácia. A questão é para quem ele será prescrito. A tolerabilidade e o perfil farmacocinético, entendidos como “os efeitos colaterais”, são os fatores diferencias, para indicar-se este ou aquele, para cada caso.

Os pacientes devem receber informação sobre a hipótese diagnóstica, as possíveis causas e os mecanismos de ação dos tratamentos disponíveis. O plano de tratamento de incluir farmacoterapia, psicoterapia e outras intervenções, escolhidas após consideração cuidadosa dos fatores individuais (preferência e histórico do paciente, tratamentos anteriores, gravidade da doença, comorbidades, risco de suicídio, disponibilidade de métodos de tratamento, tempo de espera para psicoterapia e custos).

A remissão dos sintomas é a meta-padrão do tratamento da depressão do tratamento da depressão, objetivando-se: resolução dos sintomas emocionais e físicos; restauração da capacidade plena de funcionamento; retorno ao trabalho, aos hobbies e aos interesses pessoais; e retomada dos relacionamentos interpessoais.

Subnotificação da depressão

Lamentavelmente, a depressão segue subdiagnosticada. Segundo pesquisa publicada na Revista Brasileira de Psiquiatria, nossos serviços de cuidados primários (Unidades Básicas de Saúde principalmente) e serviços médicos gerais, 30% a 50% dos casos não são diagnosticados. A Associação Médica Brasileira avalia que os principais motivos para tal são o preconceito em relação à doença e o descrédito dos pacientes no tratamento. No caso dos médicos, os principais motivos são falta de experiência ou de tempo, descrença em relação à efetividade do tratamento, reconhecimento apenas dos sintomas físicos da depressão e avaliação dos sintomas de depressão exclusivamente como uma reação “natural”.

 

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Gerenciando a incerteza durante a pandemia do coronavírus

Gerenciando a incerteza durante a pandemia do coronavírus

Quase tudo sobre a pandemia do coronavírus é incerto: quantas pessoas serão afetados, quanto a economia e o mercado de trabalho serão afetados, em quanto tempo as coisas retornarão ao “normal”. A incerteza pode causar sentimentos de extremo desconforto. A incerteza pode também nos levar a concentrar nos piores cenários, o que pode interferir na nossa capacidade de resolver problemas ou tomar decisões.

Embora a incerteza possa ser assustadora, pânico e preocupação são métodos ineficazes de preparação para imprevistos.

E considere isso – a incerteza provavelmente elevará seus hormônios do estresse, o que pode comprometer seu sistema imunológico, tornando-o ainda mais vulnerável a doenças.

O que fazer para gerenciar a incerteza?

Aqui estão algumas sugestões para gerenciar a incerteza durante a pandemia de coronavírus. Você poderia reservar 10 minutos para fazê-lo? Pegue uma folha de papel para registrarmos as respostas.

Primeiro, pense em um momento em que lidou com sucesso com a incerteza e depois responda às seguintes perguntas. 

Qual foi a situação?

Como você reagiu?

Quais forças e habilidades você usou?

Quais são algumas das coisas que você pode resolver, mudar ou controlar em sua vida diária neste período? 

Mesmo nos melhores momentos, a incerteza é apenas uma parte da vida.

Embora o nível de incerteza causado pela pandemia de coronavírus é sem precedentes, a realidade é que essa situação acabará, e a vida continuará. Pode ser útil confortar-se com declarações do tipo: “Eu posso com isso “ou” Isso é realmente difícil, mas já superei desafios antes “.

Quais são algumas das afirmações, meditações ou palavras de sabedoria que você pode usar para ajudá-lo a através deste momento difícil? 

Anote os nomes de amigos e familiares com os quais você pode contar para apoio emocional ou uma boa risada quando você está preocupado ou se sentindo triste.

Reflexões sobre este exercício

Quais atividades foram mais eficazes para ajudar você a gerenciar a incerteza? 

Você se sente mais capaz de gerenciar sentimentos ou pensamentos associados à incerteza?  Explique para si mesmo.

Quer saber mais sobre os impacto na saúde mental em tempos de pandemia da COVID-19 (coronavírus)? Clique aqui e você será redirecionado para outros artigos lá do Blog sobre este tema.

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Ejaculação precoce. Quando procurar ajuda profissional?

Ejaculação precoce. Quando procurar ajuda profissional?

Problemas relacionados à sexualidade humana ainda são um tabu. Quando atingem o sexo masculino, a questão se torna ainda mais problemática. A maioria dos homens sentem vergonha em admitir que sofrem algum tipo de distúrbio sexual, p.ex., ejaculação precoce, e em procurar ajuda especializada, sobretudo com uma mulher.

Uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) revelou que 59% dos brasileiros acima de 40 anos já tiveram algum problema de ereção. O estudo também apontou que a ejaculação precoce é comum e atinge cerca de 30% dos homens.

A ejaculação precoce é uma disfunção sexual masculina em que o processo de ejaculação durante a atividade sexual é antecipado, sem que o homem tenha controle. Essa disfunção é considerada um problema quando o fato torna-se frequente.

Causas da ejaculação precoce

As principais causas da ejaculação prematura são de origem psicológica e estão relacionadas à ansiedade e ao estresse. A insegurança também está associada ao problema em muitos jovens, quando iniciam a vida sexual. O medo de como será o desempenho e a falta de experiência são fatores que podem agilizar a ejaculação.

A precocidade da ejaculação também apresenta alguns fatores biológicos, como problemas hormonais, distúrbios da tireoide, problemas na próstata, fatores genéticos, entre outros.

O consumo de álcool e drogas também podem afetar o desempenho sexual e antecipar o momento da ejaculação.

Sintomas

Para ser considerada um problema, a ejaculação prematura se caracteriza:

  • quando ocorre com frequência;
  • quando acontece em qualquer ato sexual, seja na masturbação ou durante o sexo;
  • quando o homem não consegue retardar a ejaculação.

Há casos em que se trata de ejaculação precoce secundária. Ocorre com homens de qualquer idade e com tempo de ejaculação dentro do padrão, mas que, por alguma razão, desenvolveram a ejaculação antecipada.

Tratamento

O tratamento para a ejaculação prematura será realizado de acordo com a causa. É imprescindível que um médico faça a avaliação. Psicoterapia e o uso de antidepressivos estão entre as opções de tratamento. O uso de medicamentos deve ser realizado apenas sob a prescrição médica de um especialista como psiquiatra ou urologista.

São indicados, também, algumas técnicas e exercícios que ajudam o homem a aprender a controlar o momento da ejaculação.

Quando a ejaculação prematura tem origem biológica, é preciso fazer o tratamento também da doença associada, para que haja êxito no tratamento da disfunção.

Acredita-se que um a cada três homens tenham ejaculação precoce; é uma disfunção comum no sexo masculino.

Sendo a ansiedade e o estresse os grandes motivadores da ejaculação precoce, devem ser tratados adequadamente, assim como quaisquer outras doenças que estiverem causando o problema. O apoio e a compreensão da companheira são essenciais para que o homem enfrente e supere esse momento.

 

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A importância das atividades físicas no tratamento de depressão

A importância das atividades físicas no tratamento de depressão

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão e uma das doenças mais incapacitante do mundo. Hoje, ela já atinge milhões de pessoas ao redor do mundo inteiro. Em busca de soluções para tratar e diminuir a incidência do transtorno, estudos têm mostrado que, além dos tratamento usuais, como utilização de medicamentos e psicoterapia, a prática de atividade física tem sido eficaz para combater e prevenir a enfermidade.

Uma pesquisa da Universidade do Texas apontou que realizar atividade aeróbica ou treinos de resistência pode servir como remédio no tratamento da tristeza, cansaço, desânimo e melhorar a auto-estima de quem pratica.

O exercício físico constante e moderado tem efeitos benéficos na saúde em geral e, ao nível psicológico, pode reduzir a ansiedade, melhorar a autoestima e autoconfiança, melhorar a cognição e diminuir o estresse.

Além disso, a atividade física pode proporcionar melhor qualidade de vida, maior controle sobre o corpo, melhora da capacidade respiratória, aumento de estímulos ao sistema nervoso central, com melhoria da memória recente e de funções motoras, além do aumento das interações sociais, proporcionada pelo convívio com outras pessoas.

Por que a atividade física ajuda no tratamento da depressão?

Durante a realização de exercícios físicos, o organismo libera dois hormônios essenciais para auxiliar no tratamento da depressão: a endorfina e a dopamina. Ambos têm influência sobre o humor e emoções.

Estudos apontam que a prática de exercícios físicos aeróbios de 20 a 40 minutos com frequência cardíaca entre 120 a 140 batimentos por minuto, duas vezes por semana tem a capacidade de liberar ainda outro hormônio B-endorfina.

Ele propicia um efeito tranquilizante e analgésico maior que a endorfina. Assim, a pessoa consegue beneficiar-se de um efeito relaxante e manter-se em um melhor estado psicossocial.

Aliado importante no tratamento da depressão

Exercícios ao ar livre, por exemplo, são muito benéficos, pois há maior sensação de aumento de energia e motivação, juntamente com diminuição da tensão, raiva e confusão mental. É comprovado que os praticantes de atividades ao ar livre têm maior prazer em repetir as atividades no dia seguinte.

Além disso, estudos retratam que o ganho de massa muscular ao realizar a atividade física leva ao aumento da proteína responsável pela transformação do estresse em bem-estar, sabe aquela sensação do “Done”.

Dessa forma, a atividade física, aliada à psicoterapia e ao tratamento farmacológico, é um instrumento importante, não somente como papel de reabilitação ou ocupacional, mas também terapêutico.

Tipos de exercícios físicos para praticar

Além de  treinos de resistência, como levantamento de peso e treino de força , há evidências científicas que apontam outras modalidades de atividades físicas capazes de melhorar os sintomas da depressão. São elas: ioga, exercícios aeróbicos e treinamento cardiovascular – qualquer exercício físico que aumenta a frequência cardíaca, como por exemplo, corrida, ciclismo e natação.

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Como controlar a preocupação excessiva?

Como controlar a preocupação excessiva?

Você é daquelas pessoas que vivem preocupadas com o futuro? Fica ansioso constantemente e isso chega a atrapalhar sua vida cotidiana? Seus dias são marcados por tensão e apreensão?  Suas noites de sono já não são como antes e agora você já não consegue dormir bem? Está sempre em ritmo acelerado e ocupa seu tempo com pensamentos contraproducentes? Talvez seja interessante, então, controlar a preocupação excessiva.

A ansiedade é uma condição natural diante de situações que geram medo ou expectativa. Uma viagem muito aguardada, uma mudança de cidade, uma entrevista de emprego…Enfim, o estado ansioso nos prepara para encarar desafios e, de certo modo, pode até contribuir no processo de adaptação. Por outro lado, ansiedade em excesso pode ser extremamente prejudicial, a ponto de desencadear sintomas como mal-estar físico, dor de cabeça, inquietação, fadiga, dificuldade de concentração, irritabilidade, perturbação do sono e tensão muscular.

Neste artigo, trazemos mais informações sobre como manter a ansiedade e preocupação excessivas sob controle. Confira!

Dicas para controlar a preocupação excessiva

Encare os problemas de maneira objetiva

Se o problema de fato existe, procure encará-lo de forma objetiva, entenda o que realmente está acontecendo e quais os impactos que a situação pode causar. Depois disso, foque em possíveis soluções e pense por um momento em como você agiria e o que aconselharia se o problema  não fosse seu. Além disso, tente resolver e não complicar ainda mais o quadro, tornando tal problema maior do que ele realmente é.

Relaxe e concentre-se em outras coisas

Para combater a preocupação em excesso, desconecte-se por um tempo dos problemas e mude o seu foco, ainda que seja por um breve momento. Descanse, dedique-se a algum hobby, passeie com a família e relaxe. Deixar de descansar ou se divertir não resolve. Pelo contrário, isso compromete a saúde mental e agrava a situação. Lembre-se de que, se você estiver relaxado, fica mais fácil encontrar soluções para eventuais problemas.

Pare de ser pessimista

Não potencialize os problemas, não veja tragédia onde não tem, não se coloque para baixo e nem fique apenas olhando o ponto negativo das coisas. Acredite em si mesmo e tenha uma atitude positiva diante da vida. Aprecie o belo e valorize o que é bom. 

Aprenda a reprogramar a rota

Nem sempre as coisas vão sair como você planejou e isso não é necessariamente ruim. É preciso aprender a lidar com contratempos e reprogramar a rota. E isso pode ser melhor do que você imagina! Saiba que, se algo fugir ao planejado inicialmente, existe o plano B. Então, diversifique suas opções e sempre tenha mais de uma alternativa. Não concentre suas expectativas e projetos em uma coisa só.

Busque auxílio profissional

Se sua ansiedade é excessiva, a preocupação parece incontrolável e você tem a sensação de que não vai conseguir solucionar seus problemas sozinho, procure ajuda profissional. Você é forte e capaz de enfrentar adversidades e desafios, mas há situações em que o especialista fornecerá ferramentas para lidar com os problemas da maneira mais adequada.

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Como ser uma  “mãe suficientemente boa”

Como ser uma “mãe suficientemente boa”

Muitas mães se esforçam para ser a mãe “perfeita”, pensando que podem moldar os seus filhos e suas vidas para maximizar seu potencial de sucesso e felicidade. Mas ser uma mãe perfeita é um tarefa impossível e tentar ser perfeita pode fazer mais mal do que bem.

O termo popular pais de “helicóptero” refere-se aos pais que passam o mouse sobre a vida de seus filhos, tentando proteger eles de todo problema e estresse. No entanto, superproteger as crianças realmente as impedem de cometer seus próprios erros e aprender com eles. Por outro lado, pais que ignoram ou negligenciam ou estão emocionalmente indisponíveis para os filhos também podem causar danos.

A mãe “suficientemente boa”

As teorias sobre parentalidade variam amplamente em todo o mundo. O termo mãe  “suficientemente boa” foi originalmente usado pelo psicanalista britânico Donald Winnicott. Então o conceito foi expandido pelo teórico do apego John Bowlby, que disse que, para bebês para formarem um apego seguro, o que os ajuda a crescer e gerenciar os desafios da vida, o cuidador deve atender às necessidades básicas da criança por comida e abrigo, mas também fornecer uma sensação de segurança emocional e autêntica conexão humana.

A importância de sermos pais reais

Todos pais têm falhas. Todos pais cometem erros. Mas se eles estiverem basicamente disponíveis e sintonizados com o filho como uma pessoa individual e separada, a criança pode crescer de maneira ideal, ser um adulto independente, mesmo com o que é chamado de “falhas empáticas” ou erros de sintonia. Então você não precisa ser perfeito, apenas “humano”. 

Feliz dia das mães às Mães Humanas!

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