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Hipersonia: sintomas, causas e tratamentos

Hipersonia: sintomas, causas e tratamentos

Pessoas que estão continuamente com sonolência são rotuladas como preguiçosas, depressivas ou então se acredita que não estão dormindo adequadamente. Contudo, esse sintoma pode ser um quadro de hipersonia.

Neste artigo, trazemos informações sobre esse problema. Continue a leitura e saiba mais!

O que é hipersonia?

É uma condição que faz com que o indivíduo sinta um sono excessivo durante o dia, às vezes incontrolável. Isso faz com que durma em horários pouco apropriados ou por um período maior durante a noite.

Diferentemente da narcolepsia, a hipersonia só produz a vontade de dormir, mas, na maioria dos casos, o paciente consegue se manter acordado. Todos nós temos hábitos de sono que atendem às nossas necessidades, assim, a quantidade de horas dormindo é variável.

Porém, pessoas que sofrem com esse distúrbio do sono podem passar 10 horas dormindo ininterruptamente.

Como é causada?

Essa sonolência pode ser classificada como primária ou secundária. A primária tem relação com alterações nas regiões do cérebro que controlam o sono.

A secundária está associada a condições que causem fadiga excessiva no paciente, tais como apneia do sono, doença de Parkinson, insuficiência renal, depressão, anemia, alterações hormonais, doenças da tireoide e obesidade.

Além disso, o uso de medicamentos antidepressivos, ansiolíticos ou estabilizadores de humor pode promover a sonolência excessiva.

Quais são os sintomas?

Para diagnosticar esse distúrbio, é preciso que os sintomas já estejam ocorrendo há, pelo menos, três meses. Os sintomas mais recorrentes são dificuldade para acordar, necessidade de dormir, em média, 10 horas por noite, cansaço durante o dia, exaustão, desorientação, falta de concentração, perda de memória, bocejo constante e irritabilidade.

Conheça os tratamentos disponíveis

O tratamento desse distúrbio do sono é comportamental e medicamentoso. Para confirmar o quadro, o médico especialista poderá solicitar a realização de alguns exames, como polissonografia, tomografia axial computadorizada, ressonância magnética, de sangue, entre outros.

O médico também orienta a família do paciente sobre a sua condição e propondo soluções que melhorem a rotina do paciente, tais como a realização de cochilos programados, a adaptação dos horários de trabalho, evitando turnos rotativos.

Como prevenir?

A prevenção dos distúrbios do sono, como a hipersonia, passa pela mudança de hábitos. As principais recomendações são ter uma alimentação saudável, jantar moderadamente, dormir em um ambiente escuro e sem barulhos, praticar exercícios físicos, evitar uso abusivo de álcool e não usar estimulantes sem prescrição médica.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

Posted by Dra. Aline Rangel in Todos

Narcolepsia: sintomas, causas e tratamentos

Apesar do que muitas pessoas acreditam, a narcolepsia não está associada aos quadros de depressão, preguiça ou insônia. Esse é um distúrbio pouco conhecido e, por esse motivo, há essa grande confusão. Além disso, é uma condição que pode trazer graves prejuízos a quem sofre com ela.

Continue a leitura deste artigo e tire todas as suas dúvidas sobre o assunto!

O que é narcolepsia?

É um distúrbio do sono que se caracteriza pela sonolência excessiva durante o dia, mesmo quando o paciente dormiu bem durante a noite, o que compromete o seu controle de sono e vigília.

Em uma pessoa saudável, o sono se inicia a partir do desligamento do controle muscular. Depois de uma hora e meia, ela entra no estágio do sono REM (rapid eye moviments). Nessa fase, a atividade do cérebro é intensa e os olhos se movimentam.

Pessoas que sofrem com a narcolepsia, pulam a etapa inicial do sono e entram subitamente no estágio REM.

Esse transtorno é uma condição crônica que não tem cura, mas é de fácil tratamento e os sintomas podem ser controlados por meio do uso de medicamentos e mudanças de hábitos.

Como é causada?

A causa mais provável é a diminuição da hipocretina, substância produzida no hipotálamo e responsável pelo controle do sono, da vigília e do apetite. Os fatores genéticos também são reconhecidos como possíveis causadores desse distúrbio.

Quais são os sintomas?

Os principais sintomas estão relacionados aos efeitos que o organismo sofre quando estamos dormindo. Assim, os sinais mais comuns são:

  • Cataplexia: é a perda súbita do tônus muscular. Não são todos os casos que apresentam esse sintoma, mas é o mais específico para esse distúrbio. A cataplexia é a fraqueza muscular em decorrência da ação natural do organismo durante o sono REM. Em razão desse sintoma, o indivíduo pode ficar com a fala arrastada, dobrar os joelhos involuntariamente ou até mesmo ter uma paralisia completa, caindo subitamente no chão.
  • Sonolência excessiva durante o dia: pessoas que sofrem com esse distúrbio sentem um desejo incontrolável de dormir durante o dia. Desse modo, elas podem vir a dormir durante a execução de qualquer tarefa, como ao dirigir, andar, escrever, cozinhar, etc.
  • Alucinações.
  • Paralisia do sono: caracterizada pela incapacidade de se mexer ou de falar enquanto adormece ou acorda. Costuma durar, em média, dois minutos e, quando acabam, a pessoa não tem ciência do ocorrido.
  • Interrupção do sono noturno: essas interrupções são causadas pelas alucinações no sonho, por falar enquanto dorme, insônias ou por movimento periódico das pernas.

Conheça os tratamentos disponíveis

O tratamento desse distúrbio do sono é comportamental e medicamentoso. A parte comportamental consiste na orientação da família do paciente e na elaboração de condições que melhorem sua rotina, tais como realizar cochilos programados, adaptar os horários de trabalho, evitando turnos rotativos.

O tratamento medicamentoso está em constante evolução, com a utilização de fármacos que atuam de alguma forma no controle dos sintomas da narcolepsia.

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Antidepressivos causam dependência?

Antidepressivos causam dependência?

Uma das preocupações que temos ao receber a prescrição de medicamentos é se eles podem causar dependência. Os antidepressivos e ansiolíticos, chamados de psicofármacos, são os que mais causam dúvidas quando a relação malefício/benefício é observada.

Você já usou algum desses medicamentos? Conhece alguém que já ficou dependente? Neste artigo, vamos abordar esse assunto e explicar um pouco mais sobre os psicofármacos. Continue a leitura e saiba mais!

O que são antidepressivos?

A introdução desse tipo de medicamento — que atua no sistema nervoso central — para o tratamento de transtornos mentais se tornou popular a partir dos anos 1950. Na atualidade, o seu uso tem crescido exponencialmente.

Eles costumam ser eficientes na promoção do equilíbrio das funções eletroquímicas do cérebro e do controle do fluxo dos neurotransmissores. Existem diversos tipos desse psicofármaco, por isso, o tempo para que eles façam efeito é variável.

Uma reação comum das pessoas que utilizam esse remédio é a piora ou a ausência de efeitos positivos nas primeiras semanas do tratamento. Isso ocorre porque o cérebro ainda está aprendendo a lidar com a nova substância.

Para que eles servem?

Ainda não há uma comprovação científica de que a depressão e a ansiedade ocorram em função de um desequilíbrio químico cerebral. Por isso, há divergências de opiniões na comunidade médica sobre os efeitos dos psicofármacos.

Contudo, esses transtornos são que mais motivam a prescrição desse tipo de medicação. E o motivo para tal está na forma como os antidepressivos atuam no bloqueio e na recaptação de neurotransmissores.

Porém, é importante esclarecer que esse psicofármaco não cura qualquer transtorno mental. Ele atua na remissão completa dos sintomas, ou seja, a depressão ainda existe, mas é mantida sob controle.

Além desses transtornos, esse medicamento também pode ser indicado para tratar o estresse pós-traumático, obsessão-compulsão, bulimia, disforias pré-menstruais, entre outros.

Eles oferecem prejuízos para a saúde?

Como o uso desse psicofármaco atua no controle dos sintomas dos transtornos mentais, o paciente tem uma melhora do seu quadro, retornando a uma vida normal. Assim, ele pode associar a necessidade da medicação para a obtenção da felicidade oferecida pela ausência dos sintomas.

Dessa forma, um dos problemas mais recorrentes é a síndrome de abstinência provocada pela interrupção abrupta no uso dos medicamentos, cujos sinais, geralmente, se iniciam após 72 horas da última utilização.

Durante a crise de abstinência, o paciente apresenta ansiedade, insônia, irritabilidade, oscilações de humor, tonturas, falta de coordenação motora, náuseas, vômitos, calafrios, fadiga, dor muscular, entre outros.

Em razão desse quadro, é possível afirmar que há uma dependência do paciente quanto ao uso dos psicofármacos. Para que não haja essa crise de abstinência, o tratamento deve ser interrompido de forma gradativa e com acompanhamento médico.

Quanto aos benefícios dos antidepressivos, as pessoas precisam ter ciência de que eles só começam a aparecer cerca de seis semanas após o início do tratamento e precisa ser continuado por períodos de seis meses a um ano, para que não ocorram recaídas.

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Como lidar com uma pessoa com transtorno bipolar?

Como lidar com uma pessoa com transtorno bipolar?

Pessoas que sofrem com transtornos mentais tendem a se isolar ou a não serem bem-aceitas por colegas de trabalho e familiares. No caso do transtorno bipolar, por exemplo, outras pessoas não entendem que o paciente está sofrendo com algum tipo de problema e não está em perfeitas condições para uma boa convivência.

Por isso, é importante entender como funciona esse transtorno e o que podemos fazer para ter um relacionamento saudável e harmonioso com quem sofre com isso.

Continue a leitura deste artigo para saber mais sobre o assunto!

O que é o transtorno bipolar?

É um transtorno que promove alterações comportamentais nos indivíduos, fazendo com que eles oscilem entre momentos de felicidade e depressão instantaneamente. Essas oscilações de humor são divididas em mania, hipomania e depressão.

A mania, ou euforia, é o estado de exaltação do humor. Nesse quadro, o paciente demonstra estar alegre sem um motivo específico. Esse humor pode ser eufórico, irritável ou até arrogante. Nesse estágio, é comum que ele também apresente mania de grandeza.

A hipomania é um estado semelhante ao de mania, mas em menor intensidade. Apesar de ser uma fase mais amena, requer atenção redobrada, pois o paciente pensa que já está curado e não precisa manter o tratamento.

A depressão, dentro do transtorno afetivo bipolar, se divide nos tipos 1 e 2. Durante o tipo 1, a pessoa apresenta momentos depressivos intercalados com episódios de mania. Já no tipo 2, os estados de mania são menos intensos.

Além disso, existem diferentes tipos desse transtorno, mas todos afetam o humor, a energia e a eficiência do indivíduo. As oscilações de humor podem não respeitar um período de tempo, ocorrendo de forma aleatória.

Quais são as causas?

Não há uma comprovação científica para a origem do problema, o que se sabe é que fatores genéticos e a ocorrência de alterações no cérebro ou nos níveis dos neurotransmissores estão relacionados com o transtorno.

Existem também outras causas que podem servir como gatilhos para o transtorno bipolar, tais como estresse prolongado, uso de remédios inibidores de apetite, puerpério, hipertireoidismo e hipotireoidismo.

Dicas para lidar com pessoas bipolares

Existem algumas dicas essenciais que servem como regras de convivência para ajudar você a viver de forma harmoniosa com pessoas bipolares. Veja:

  1. Evite discutir, pois esse debate pode desencadear uma crise na pessoa. Assim, evite dizer coisas que podem gerar irritação.
  2. Tenha calma ao falar e use um tom de voz adequado. Dessa forma, você evita que a pessoa bipolar aja com impulsividade e tome atitudes exageradas.
  3. Procure ser positivo ao conversar com o paciente, principalmente nos episódios depressivos.
  4. Evite embates, pois será prejudicial para ambos. Lembre-se de que a pessoa já sofre com a variação de emoções.
  5. Não torne a pessoa bipolar uma vítima da situação e evite facilitar as coisas para ela. A atitude correta é se mostrar disponível, incentivá-la a realizar suas tarefas e seguir em frente.
  6. Não julgue a condição de quem sofre com o transtorno, evite preconceitos ou suposições inadequadas sobre o quadro dele.
  7. Esteja atento ao que é dito pela pessoa bipolar. Normalmente, eles costumam fazer o que dizem. Então, se ouvi-lo comentar qualquer coisa relacionada a suicídio, por exemplo, procure ajuda.

Com todas essas informações e colocando em prática essas dicas você estará apto a lidar melhor com quem sofre de transtorno bipolar.

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Transtorno da compulsão alimentar periódica: sintomas, causas e tratamentos

Transtorno da compulsão alimentar periódica: sintomas, causas e tratamentos

Assim como os outros órgãos do corpo, o cérebro também precisa de atenção especial. Afinal, é ele quem rege todo o funcionamento do organismo e tudo o que sentimos. Existem diversos tipos de transtornos mentais que podem trazer grandes prejuízos aos seus portadores. Esse é o caso do transtorno da compulsão alimentar periódica.

Você conhece esse problema? Sabe quais são os sintomas? Então, fique atento e continue a leitura deste artigo para aprender tudo sobre o assunto.

O que é o transtorno da compulsão alimentar periódica?

É um transtorno que se caracteriza pela ingestão de grandes quantidades de alimentos, em pouco tempo, associada ao sentimento de compulsão. Os pacientes desse transtorno, mesmo após se alimentarem de forma exagerada, não sentem vontade de se livrar do excesso de alimentos.

Esse problema acomete, principalmente, pessoas que estão com sobrepeso ou obesas. De acordo com pesquisas, cerca de 3,5% das mulheres e 2% dos homens sofrem com o transtorno.

Quais são as causas?

As causas desse transtorno estão associadas aos fatores biológicos, psicológicos, genéticos e comportamentais. Contudo, é possível afirmar que há uma grande relação desse problema com transtornos de ansiedade e depressão, medo e estresse.

O compulsivo alimentar entende as suas dificuldades emocionais como sensação de fome ou se alimenta para esquecer o problema e mudar o foco do pensamento. Para ele, o alimento é uma defesa, sendo utilizado como uma solução para evitar a solidão, o fracasso e o abandono.

Esse transtorno também está relacionado com problemas com autoestima. Geralmente, um compulsivo alimentar não gosta da sua aparência. Há casos de atletas de alto rendimento ou celebridades que desenvolvem o transtorno em função da grande exposição que sofrem e pela necessidade de estarem sempre belas.

Quais são os sintomas?

O transtorno da compulsão alimentar periódica tem como principal característica o comportamento alimentar fora dos padrões da sociedade. O indivíduo ingere uma quantidade excessiva de alimentos, se comparado com outras pessoas, em um período de até duas horas.

Os outros sintomas frequentes são:

  • a sensação de falta de controle, logo após a alimentação exagerada;
  • o paciente não sente vontade de vomitar ou de expelir os alimentos que ingeriu;
  • comer de forma acelerada;
  • desejo de se alimentar, mesmo sem fome;
  • escolher comer sozinho, para não ficar envergonhado;
  • após a alimentação, se sentir deprimido ou culpado.

Como é o tratamento?

O tratamento desse paciente é multidisciplinar, por isso, pode ser realizado em conjunto por psicólogos, nutricionistas e profissionais de outras especialidades. Contudo, por se tratar de um transtorno mental, a intervenção psicológica é fundamental.

O tratamento pode ter como alternativas a terapia cognitivo-comportamental, a psicoterapia interpessoal, a participação em grupos de apoio, o uso de inibidores seletivos de recaptação de serotonina e de medicamentos para redução do peso.

Caso tenha qualquer suspeita de ser um portador do transtorno da compulsão alimentar periódica, procure o atendimento de um psiquiatra para que seu caso seja avaliado.

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Hipergafia: quando comer demais é sintoma de sofrimento mental

Hipergafia: quando comer demais é sintoma de sofrimento mental

Uma alimentação desbalanceada, rica em alimentos gordurosos, pode causar graves distúrbios ao organismo. Contudo, existem casos em que a necessidade excessiva de ingerir alimentos ocorre em função de um transtorno emocional. Na maioria dos casos, esse é um quadro de hipergafia.

Você conhece esse problema? Sabe qual é a causa? Então, fique atento e continue a leitura do artigo para aprender tudo sobre o assunto.

O que é hipergafia?

É um transtorno mental que faz com que o indivíduo desenvolva uma vontade irresistível de comer sem ter fome. Ele é caracterizado pela ingestão de grandes quantidades de alimentos, quando comparadas às de uma alimentação padrão.

Outra característica é que diferentemente da bulimia: portadores de hipergafia não sentem o desejo de vomitar após a ingestão excessiva de alimentos. Isso faz com que ocorra um rápido aumento de peso.

Quais são as causas?

As causas desse transtorno estão associadas, principalmente, a acontecimentos do passado. Pessoas que sofreram com eventos traumáticos, acidentes, falecimentos ou perdas de bens materiais, estão mais predispostas a desencadear esse transtorno.

Também é comum que pessoas obesas ou que possuem predisposição à obesidade desenvolvam o problema. Isso ocorre porque elas podem sofrer com baixa autoestima, ansiedade ou depressão. Em suma, transtornos psicológicos que funcionam como um gatilho para a compulsão alimentar.

Quais são os sintomas?

A hipergafia tem como principal característica o comportamento alimentar fora dos padrões. Em outras palavras, é caracterizada pela ingestão contínua de alimentos diversos, sendo mais comuns aqueles ricos em calorias.

Outros sintomas recorrentes são irritabilidade, variação de humor, aumento rápido de peso, taxas sanguíneas desreguladas e aumento do risco de hipertensão e diabetes.

Como diagnosticar?

Na maioria dos casos, é o psiquiatra o profissional indicado para tratar esse paciente, pois esse é um transtorno mental, associado a fatores psicológicos e emocionais.

O diagnóstico é feito a partir de um exame clínico do indivíduo e das informações colhidas sobre sintomas, histórico familiar, fatos passados que deixaram sequelas etc.

Caso o paciente relate que se alimenta indevida e excessivamente, que ganhou peso rápido, que prefere se alimentar sem a companhia de outras pessoas e que não está feliz com essa conduta, já há uma pré-confirmação do quadro.

Como é o tratamento?

Esse transtorno mental tem cura, e o tratamento busca atuar nas causas que acarretaram esse problema. Então, após a descoberta do acontecimento que abalou psicologicamente o paciente ou a identificação de sinais de depressão, ansiedade, stress, o psiquiatra inicia o ciclo de terapias para tratar esses transtornos.

A hipergafia só será curada quando a pessoa não sofrer mais com esses fatores e começar a desejar viver uma nova vida. Caso contrário, esse transtorno mental será uma realidade presente na sua vida.

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Transtorno de ansiedade de separação: sintomas, causas e tratamentos

Transtorno de ansiedade de separação: sintomas, causas e tratamentos

A sensação de medo é comum e inerente ao ser humano. Todos nós, independente da idade, sentimos medo como resposta a uma situação perigosa, sendo então algo benéfico para nossa sobrevivência. Porém, especialmente com crianças, existem casos em que essa sensação traz grande sofrimento, como no transtorno de ansiedade de separação.

Por isso, é importante estar atento aos sinais enviados por eles, pois esse transtorno pode trazer prejuízos ao seu desenvolvimento. Sabe quais são esses sinais? Então, continue a leitura para conhecê-los!

O que é o transtorno de ansiedade de separação?

É o medo intenso da separação física de uma figura com quem tenha um forte vínculo, em geral a mãe. Essa forma de ansiedade acomete, principalmente, as crianças e os adolescentes. Sua principal característica é a preocupação excessiva de se distanciar de quem é a sua referência afetiva.

Esse transtorno precisa ser observado e tratado de forma breve. Quando o quadro permanece, a criança tem queda no rendimento escolar, prejudica o seu desenvolvimento e tem dificuldade em se relacionar.

Quais são os sintomas?

Os sintomas estão ligados ao sofrimento intenso pelo afastamento dessa figura afetiva. Para os pacientes com esse transtorno, o distanciamento será efetivo e eles nunca mais terão contato com essa pessoa.

Assim, um sintoma comum é a relutância da criança em sair de casa sem os pais e em dormirem sozinhas. Ela também pode sofrer com pesadelos que remetem à separação, dor de cabeça e vômitos no momento do afastamento ou antecipadamente.

Quais são as causas?

Assim como em qualquer transtorno de ansiedade, as causas estão associadas a fatores biológicos e ambientais. Por isso, se a criança já possuir uma predisposição genética para ansiedade e viver em um ambiente estressante, são grandes as chances de ela apresentar o transtorno de ansiedade de separação (TAS).

Existe também a possibilidade de o TAS estar relacionado ao acontecimento de situações traumáticas, tais como separação dos pais, internação hospitalar, mudanças de casa ou de escola e falecimento de familiares próximos ou de animais de estimação.

Como diagnosticar?

O diagnóstico é realizado pela observação comportamental da criança e dos seus pais. Geralmente, quando os pais se mostram excessivamente preocupados com doenças, violência ou desastres, estão criando uma predisposição psicológica para a criança.

A utilização de figuras imaginárias ameaçadoras para controlar a criança também favorece o desenvolvimento de ansiedade e a necessidade da presença constante dos pais para protegê-la.

Para se confirmar o quadro, é preciso que sejam identificados sintomas referentes ao sofrimento excessivo e recorrente quando há a previsão ou a ocorrência de afastamento dos pais.

Como é o tratamento?

O tratamento é realizado em duas frentes: primeiro, com a reeducação dos pais quanto às manifestações de ansiedade na frente da criança ou do adolescente; segundo, com a intervenção do psiquiatra utilizando técnicas que compõem a terapia cognitivo-comportamental.

Essa abordagem será gradual e respeitará as limitações da criança e o seu sofrimento. O tratamento precisa estar em sintonia com a escola, os pais e o terapeuta.

A partir de agora, fique atento aos sinais que o seu filho pode estar emitindo. Você já conhece os sintomas do transtorno de ansiedade de separação, então, na primeira suspeita, procure um psiquiatra.

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Quando a TPM é um problema psiquiátrico?

Quando a TPM é um problema psiquiátrico?

A tensão pré-menstrual (TPM) é um problema que preocupa quem sofre com ele, seja pelas alterações de humor da mulher ou pela duração, ou ainda pela necessidade que muitas mulheres têm de aliviar os sintomas. No entanto, o que poucas pessoas sabem é que existem casos em que essa condição é um transtorno psiquiátrico.

Você sabia disso? Continue a leitura deste artigo e entenda mais sobre o assunto.

O que é TPM?

A tensão pré-menstrual também é conhecida como síndrome pré-menstrual (SPM). Ela se caracteriza pelo impacto que causa nas mulheres, já que provoca um conjunto de sensações físicas e emocionais que ocorrem em diferentes intensidades.

Essas sensações costumam variar de mulher para mulher, mas, geralmente, incluem dor de cabeça, retenção de líquido, inchaço, fadiga, alteração de humor, irritabilidade e ansiedade. A sua ocorrência está associada à menstruação. Geralmente, a tensão pré-menstrual acontece 15 dias antes ou depois da menstruação.

O que é TDPM?

TDPM é o transtorno disfórico pré-menstrual, sendo uma forma mais grave e intensa da TPM. Esse transtorno é classificado como depressivo e atinge de 3 a 8% das mulheres em idade reprodutiva.

Mulheres que sofrem com a TDPM apresentam os mesmos sintomas físicos e emocionais que acometem aquelas no período da tensão pré-menstrual. Esse estado depressivo afeta as pacientes quase em todos os meses, sempre no período que antecede a menstruação. Por isso, há a confusão com a síndrome pré-menstrual.

Quais são os sintomas?

Apesar dos sintomas serem semelhantes, mulheres que possuem TDPM costumam apresentar um quadro maior de alterações emocionais, tendo como sintomas mais comuns os seguintes:

  • irritabilidade;
  • humor deprimido;
  • ansiedade;
  • dificuldade em se concentrar;
  • falta de interesse;
  • pensamentos autodepreciativos;
  • instabilidade emocional
  • fadiga;
  • dor de cabeça;
  • inchaço no corpo;
  • insônia.

A TDPM é diagnosticada quando esses sintomas se repetem por, pelo menos, dois ciclos menstruais consecutivos e quando a paciente começa a ter prejuízos na sua vida profissional, familiar ou amorosa.

Quais são as causas?

A causa está relacionada a uma alteração genética nos receptores de serotonina, um um neurotransmissor que, entre outras coisas, controla o sono, o humor, o apetite e a dor. Quando há um nível baixo dessa substância, a paciente tem reações emocionais intensas e desproporcionais.

Como é o tratamento?

O foco do tratamento é o controle dos sintomas, pois é um tipo de depressão cíclica. O diagnóstico é realizado por uma equipe multidisciplinar, por meio de exame clínico e o tratamento pode ser medicamentoso e psicoterápico.

Nesse sentido, pode ser prescrito o uso de antidepressivos, especialmente aqueles que inibem a recaptação da serotonina, ou de contraceptivos orais que auxiliem no controle hormonal. Além disso, a terapia cognitivo-comportamental tem sido a técnica mais utilizada no tratamento da TDPM. Em quadros mais brandos, apenas essa terapia é capaz de controlar os sintomas da paciente.

Outra possibilidade de tratamento complementar é a mudança dos hábitos alimentares, já que adotar uma dieta balanceada, com redução de gorduras, açúcar, sal e cafeína, promove uma redução dos sintomas.

Agora você já sabe tudo sobre a TPM e como ela pode se transformar em um transtorno psiquiátrico.

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O que significa realmente o vício, na visão da psiquiatria?

O que significa realmente o vício, na visão da psiquiatria?

O vício, na visão da psiquiatria, se caracteriza pelo uso compulsivo de alguma substância. Ele também é conhecido como transtorno de uso severo de substância. Assim, tem como consequência a dependência.

Pessoas com esse problema, mesmo tendo consciência do dano que pode lhes trazer, não conseguem abandonar o hábito nocivo. Geralmente, ele é altamente incapacitante. Causa prejuízos na convivência social e prejudica a produtividade, bem como a qualidade de vida do indivíduo.

No entanto, hoje em dia, há uma série de tratamentos que podem recuperar aqueles que são tomados pelo transtorno. Para obter ajuda, entretanto, é preciso que a pessoa, primeiramente, assuma que é um adicto, ou dependente. É também necessário ter uma estrutura familiar e de amigos que a apoie no caminho de volta à vida normal.

Encarando o vício

A dependência química é uma condição complexa, que desafia a própria psiquiatria. A possibilidade de uma pessoa desenvolver o vício varia de organismo para organismo. Ele pode estar relacionado a um transtorno mental pré-existente, como a ansiedade e a depressão.

Em geral, quem abusa do consumo de substâncias químicas está buscando alívio para algum sofrimento, seja para o corpo ou para a mente. No entanto, há também quem passe a usar determinada droga para melhorar o desempenho em alguma atividade. Há, ainda, aqueles que começam o uso por influência dos seus pares.

A maior complicação é que, com o tempo, o corpo cria resistência a essas substâncias. Gera, então, a necessidade de uma quantidade cada vez maior. Dessa maneira, o exagero acaba por causar sérios danos ao funcionamento cerebral.

Ocasiona-se, então, alteração no comportamento, no pensamento e nas funções corporais. A noção da realidade passa a ficar desordenada e o convívio no trabalho e em família torna-se mais difícil. Além disso, o aprendizado e a tomada de decisões ficam prejudicados.

Os sintomas do vício em substâncias tóxicas podem ser classificados a partir de quatro categorias. Em seguida, saiba quais são elas.

  • Controle prejudicado: desejo incontrolável de consumir a droga; falha na tentativa de controlar, diminuir ou parar o uso.

  • Problemas sociais: incapacidade de completar tarefas no trabalho, na escola ou em casa; queda de convívio social.

  • Uso arriscado: convivência em ambientes de risco ou ambientes em que a droga pode ser facilmente encontrada.

  • Efeitos de consumo: tolerância (necessidade de maiores quantidades para obter o mesmo efeito) e abstinência.

Um prazer perigoso

Entre as principais substâncias responsáveis pelo vício, estão:

  • álcool;
  • tabaco;
  • maconha;
  • LSD e outros alucinógenos;
  • inalantes, como cola de sapateiro;
  • analgésicos opiáceos, como heroína, codeína e oxicodona;
  • sedativos, hipnóticos e ansiolíticos;
  • estimulantes, como cocaína e metanfetamina.

Durante a fase de intoxicação, os adictos relatam que a sensação é de prazer, calma, ampliação dos sentido, bem como alívio de estresse. Essas sensações variam de substância para substância. Assim como a abstinência de cada uma delas, que, dependendo da droga, pode ser altamente severa.

A consequência desses momentos de prazer observados em quem tem algum tipo de vício pode ser o desencadeamento de malefícios irreversíveis para o organismo e, até mesmo, a morte precoce.

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Transtorno Dismórfico Corporal: sintomas, causas e tratamentos

Transtorno Dismórfico Corporal: sintomas, causas e tratamentos

O Transtorno dismórfico corporal (TDC) é um problema psiquiátrico, ocorrido quando uma pessoa tem preocupação excessiva com algum detalhe de sua aparência física. No entanto, nem sempre a parte do corpo que incomoda apresenta algum defeito visível.

Sendo assim, esse é um transtorno caracterizado principalmente pela distorção da autoimagem. Ou seja, a pessoa não consegue se enxergar de fato como ela é. Além disso, tem grande dificuldade de se aceitar. Por isso, quem tem TDC está sempre buscando mudar algo que a incomoda em sua aparência física. Seja por meio de dieta e exercícios, seja por meio de cirurgia plástica.

Como identificar o TDC?

O cuidado com a aparência física é normal, mas tem um limite para ser considerado saudável. Quando esse cuidado se transforma em uma preocupação excessiva, passa se configurar como um transtorno da mente.

Quem apresenta o transtorno dismórfico corporal tem rejeição acentuada por determinada parte do corpo. É comum ouvir portadores de TDC dizendo: “Ah, eu odeio meu nariz”. Ou: “Olha como a minha barriga é horrorosa!”

Além disso, esses indivíduos passam boa parte do dia preocupados com esse detalhe da aparência. Sempre pensam que as outras pessoas também estão percebendo o dito defeito.

Para o portador do TDC, o detalhe malvisto é considerado anormal. Acompanhando esse julgamento, surgem comportamentos específicos. Assim, em alguns casos, olham-se constantemente no espelho para verificar a suposta anormalidade. Em outros, evitam se olhar no espelho para não ver o aspecto que os incomodam.

Quando a pessoa tem algum recurso financeiro, frequentemente procura procedimentos estéticos. É comum se submeterem a eles, bem como a procedimentos dentários e cirúrgicos com o objetivo de corrigir o defeito que, por vezes, só existe na própria perspectiva.

Uma vez que são pessoas com dificuldade de aceitar sua própria imagem, é comum que evitem eventos sociais. Muitos se isolam com medo de sofrer rejeição.

Buscando tratamento

Como o portador de TDC demora a perceber que tem problemas em relação à sua autoimagem, muitas vezes um diagnóstico só ocorre em anos. Em alguns casos, a pessoa com o transtorno só percebe que não estava se enxergando adequadamente quando um amigo ou parente chama a atenção para o problema.

O transtorno dismórfico corporal traz muito sofrimento para o portador. Por isso, o tratamento é fundamental para garantir mais qualidade de vida.

Entre os métodos de tratamento utilizados, estão o emprego de medicamentos antidepressivos e a terapia cognitivo-comportamental. Esses dois procedimentos terapêuticos são realizados porque a rejeição física pode ser decorrente tanto de problemas no sistema nervoso central quanto de influências culturais.

Viver em uma família, grupo ou sociedade em que há supervalorização de padrões estéticos, da beleza idealizada pode ser gatilho para o transtorno dismórfico corporal. Criação sob uma educação muito rígida, com pais superprotetores, também pode desencadear o TDC.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

Posted by Dra. Aline Rangel in Todos