narcolepsia / Dra Aline Rangel


26 de janeiro de 2021 Todos
Apesar do que muitas pessoas acreditam, a narcolepsia não está associada aos quadros de depressão, preguiça ou insônia. Esse é um distúrbio pouco conhecido e, por esse motivo, há essa grande confusão. Além disso, é uma condição que pode trazer graves prejuízos a quem sofre com ela. Continue a leitura deste artigo e tire todas as suas dúvidas sobre o assunto!

O que é narcolepsia?

É um distúrbio do sono que se caracteriza pela sonolência excessiva durante o dia, mesmo quando o paciente dormiu bem durante a noite, o que compromete o seu controle de sono e vigília. Em uma pessoa saudável, o sono se inicia a partir do desligamento do controle muscular. Depois de uma hora e meia, ela entra no estágio do sono REM (rapid eye moviments). Nessa fase, a atividade do cérebro é intensa e os olhos se movimentam. Pessoas que sofrem com a narcolepsia, pulam a etapa inicial do sono e entram subitamente no estágio REM. Esse transtorno é uma condição crônica que não tem cura, mas é de fácil tratamento e os sintomas podem ser controlados por meio do uso de medicamentos e mudanças de hábitos.

Como é causada?

A causa mais provável é a diminuição da hipocretina, substância produzida no hipotálamo e responsável pelo controle do sono, da vigília e do apetite. Os fatores genéticos também são reconhecidos como possíveis causadores desse distúrbio.

Quais são os sintomas?

Os principais sintomas estão relacionados aos efeitos que o organismo sofre quando estamos dormindo. Assim, os sinais mais comuns são:
  • Cataplexia: é a perda súbita do tônus muscular. Não são todos os casos que apresentam esse sintoma, mas é o mais específico para esse distúrbio. A cataplexia é a fraqueza muscular em decorrência da ação natural do organismo durante o sono REM. Em razão desse sintoma, o indivíduo pode ficar com a fala arrastada, dobrar os joelhos involuntariamente ou até mesmo ter uma paralisia completa, caindo subitamente no chão.
  • Sonolência excessiva durante o dia: pessoas que sofrem com esse distúrbio sentem um desejo incontrolável de dormir durante o dia. Desse modo, elas podem vir a dormir durante a execução de qualquer tarefa, como ao dirigir, andar, escrever, cozinhar, etc.
  • Alucinações.
  • Paralisia do sono: caracterizada pela incapacidade de se mexer ou de falar enquanto adormece ou acorda. Costuma durar, em média, dois minutos e, quando acabam, a pessoa não tem ciência do ocorrido.
  • Interrupção do sono noturno: essas interrupções são causadas pelas alucinações no sonho, por falar enquanto dorme, insônias ou por movimento periódico das pernas.

Conheça os tratamentos disponíveis

O tratamento desse distúrbio do sono é comportamental e medicamentoso. A parte comportamental consiste na orientação da família do paciente e na elaboração de condições que melhorem sua rotina, tais como realizar cochilos programados, adaptar os horários de trabalho, evitando turnos rotativos. O tratamento medicamentoso está em constante evolução, com a utilização de fármacos que atuam de alguma forma no controle dos sintomas da narcolepsia. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!



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