Todos / Dra Aline Rangel

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5 de janeiro de 2023 Todos

O reconhecimento de que a libido está associado à qualidade do relacionamento e a outras experiências interpessoais importantes tem despertado interesse em identificar os correlatos e as causas desse aspecto da resposta sexual humana. A maioria dos pesquisadores tem se concentrado em estudar  fatores individuais, incluindo processos hormonais. A ideia deste artigo é explorar a relação entre um evento de vida feminino mediado por diverso hormônios – a gravidez – e o desejo sexual.

A gravidez, para muitas muitas mulheres, é considerada um momento mágico. Gerar um ser é uma ocasião única. Nesse período, a cada dia que passa, o organismo sofre uma série de alterações emocionais, físicas e hormonais, que preparam o corpo para o desenvolvimento do feto e para o parto.

A libido pode diminuir durante a gravidez?

A maioria dos estudos nessa área é retrospectiva, ou seja, realizados com os pesquisadores perguntando a amostras de mulheres em diferentes momentos após o parto para lembrar seus níveis de desejo sexual durante um ou mais trimestres da gravidez. Um padrão bastante confiável emerge, com a maioria das mulheres relatando, retrospectivamente, que experimentam uma diminuição moderada no desejo sexual durante o primeiro trimestre, seguida por outra diminuição durante o segundo trimestre (com algumas exceções) e, em seguida, um declínio maior no interesse sexual durante o terceiro trimestre.

Em um dos primeiros estudos documentados nesta área (1), em 1950,  questionários sobre “como estava a sua libido” foram distribuídos a mulheres casadas que haviam dado à luz recentemente seu primeiro filho. Aproximadamente 27% das mulheres relataram ter experimentado menos “desejo sexual” (em comparação com os níveis pré-gravidez) durante o primeiro trimestre; essa proporção aumentou para 43,4% e 79,1% no segundo e terceiro trimestres, respectivamente. Setenta anos depois, em 2020, num estudo com o mesmo objetivo de avaliar o desejo sexual de mulheres antes, durante os 3 trimestres de gestação e após o parto, revelaram o mesmo padrão (2).

Por que a libido pode diminuir durante a gravidez?

É natural que o ritmo e a frequência sexual sejam impactados durante a gestação. Isso acontece por uma série de motivos. Há, inclusive, a crença de que o sexo pode prejudicar o feto. Assim, os parceiros acabam se distanciando.  A insegurança no início da gravidez e o medo de aborto espontâneo também estão ligados ao baixo desejo sexual.

No primeiro trimestre, as alterações hormonais são as culpadas pelo baixo desejo sexual. Uma montanha russa de hormônios ocorre para preparar o corpo da mulher para o desenvolvimento do feto. Além disso, esses hormônios são causadores de sintomas como enjoo, sensação de cansaço e dor de cabeça. Acontece, ainda, um sono incontrolável. Outros sintomas que prejudicam o desejo nessa fase são as mudanças de humor e dor nas mamas.

Essa série de fatores colocam a vontade de fazer sexo em segundo plano, tornando completamente normal que as mulheres sintam diminuição no desejo sexual. A falta de desejo causa, também, incômodo durante ao sexo, uma vez que ocorre diminuição da lubrificação vaginal e a hipersensibilidade nos seios.

Durante o segundo semestre, a atividade hormonal tende a se estabilizar e o casal pode se sentir mais seguro em relação ao sexo. Assim, é comum que, no meio da gravidez, o desejo seja restabelecido. Muitas mulheres relatam, inclusive, o aumento do apetite sexual nesse período.  Isso acontece porque, além de estar mais segura em relação à gravidez, sintomas indesejados, como enjoo, já não se manifestam. Além disso, por causa do volume do útero, a vagina fica mais irrigada, deixando a mulher mais sensível e receptiva.

A diminuição do desejo sexual pode voltar no final da gravidez. Ocorre cansaço físico e mental e, por causa do peso e do tamanho da barriga, a mulher pode ter dificuldade de encontrar uma posição confortável. O fator psicológico também interfere muito nessa fase. A ansiedade e a tensão em relação à proximidade do parto contribuem para que a vontade de fazer sexo seja reduzida.

O que fazer?

O fato de que grande parte do período de gestação está associado a uma diminuição do desejo sexual pode ser perturbador para muitas mulheres e seus (suas) parceiros (as). Portanto, é importante que mulheres grávidas, seus parceiros e seus profissionais de saúde reconheçam alguns padrões comuns. Primeiro, as mudanças na resposta sexual são comuns durante a gravidez. Na verdade, a diminuição do desejo sexual é tão comum a ponto de constituir uma parte normativa do processo de gestação. Segundo, essas mudanças sexuais são, em grande parte, resultado de eventos físicos (como níveis elevados de hormônios, alterações no corpo, etc.) e psicológicos associados à gravidez. Portanto, a diminuição do desejo sexual não necessariamente reflete problemas no relacionamento ou na vida sexual do casal. Terceiro, as mudanças sexuais que ocorrem durante a gravidez geralmente não são permanentes. A maioria das mulheres relata um retorno aos níveis de desejo sexual pré-gravidez em algum momento após o parto.  Assim, casais com um relacionamento sexual saudável antes da gravidez provavelmente retornarão a esse estado após o parto.

Quanto ao sexo, é hora de o casal diversificar. Será possível experimentar posições que sejam confortáveis, usar lubrificante e brincadeiras com sexo oral e masturbação. Tudo para que a mulher sinta desejo e esteja confortável.

A intimidade do casal não deve ser deixada de lado. A gravidez pode ser um pretexto para aumentar a cumplicidade e a parceira dos futuros pais.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!



19 de dezembro de 2022 Todos

Conflitos emocionais e distúrbios mentais são eventos diferentes. O conflito emocional está atrelado à dificuldade para expressar o que sente, o que quer e o que pensa. Em razão disso, desenvolve-se uma tensão interna grande, que impede a pessoa de viver plenamente. O que ela expressa não condiz com as emoções verdadeiras. Então, forma-se o conflito.

O distúrbio mental é uma doença que afeta a mente de várias formas. Entre as manifestações mais comuns desse transtorno estão ansiedade generalizada, pânico, alucinações, compulsões, bipolaridade, entre outros comportamentos que devem ser diagnosticados e tratados pelo médico psiquiatra.

Sinais de conflitos emocionais

  1. Atitude defensiva. Alguém que está vivenciando conflitos emocionais, geralmente, mantém uma atitude defensiva, ou seja, está sempre pronto para reagir contra possíveis críticas, contrariedades e divergências de opinião. A pessoa está sempre justificando seus comportamentos e reações.
  2. Intransigência: Quando há muita tensão interna gerada por conflitos emocionais, a pessoa pode se tornar excessivamente crítica consigo mesma e com as pessoas ao redor. Passa a encarar a vida com negatividade e pessimismo, não enxerga as próprias qualidades nem os pontos positivos das outras pessoas. A crítica não é construtiva, mas depreciativa.
  3. Isolamento social: Uma fase da vida marcada por conflitos emocionais é também um período de afastamento social. Não há motivação para compartilhar os momentos ao lado da família, dos amigos, conhecer outras pessoas e lugares. As emoções negativas ficam mais afloradas, dificultando as relações interpessoais.
  4. Falta de empatia: Alguém que está com dificuldade para encontrar a saída de um labirinto emocional distancia-se das pessoas, vê os problemas alheios com indiferença. Não consegue se colocar no lugar do próximo.
  5. Autossabotagem: Conflitos emocionais bloqueiam o desenvolvimento pessoal. Autoestima baixa, ausência de autoconfiança, medo dos riscos e incertezas impedem o progresso pessoal. A pessoa segue a vida construindo obstáculos maiores que a realidade e encontrando motivos para não tomar decisões.  

Sinais de distúrbios psiquiátricos

  1. Oscilações bruscas de humor: O transtorno de humor está entre os distúrbios psiquiátricos mais comuns, com destaque para  o transtorno depressivo.
  2. Isolamento social: Em determinados momentos, é natural o desejo de estar sozinho, relaxar a mente, refletir sobre a vida. No entanto, quando o isolamento social é contínuo, motivado pelo medo de situações irreais, criadas pela mente e que não correspondem à realidade, pode ser um sinal de algum distúrbio psiquiátrico, como a fobia social.
  3. Ansiedade persistente: Sentir ansiedade diante de circunstâncias novas e momentos decisivos é normal. Porém, quando ocorre a ansiedade excessiva, acompanhada de medo, insegurança total e sensação de sufocamento, é importante buscar ajuda médica para descobrir se não há algum tipo de distúrbio psiquiátrico, como o transtorno de ansiedade generalizada.
  4. Mania de perseguição: Sentir que está sempre no centro das atenções, que é alvo dos olhos críticos do mundo e motivo para comentários maldosos, quando, na verdade, tudo isso é irreal, pode ser um sinal de distúrbio mental, o que requer uma avaliação pelo médico psiquiatra.

Ajuda médica para o tratamento de conflitos emocionais e distúrbios mentais

Para superar os conflitos emocionais e tratar os distúrbios mentais, é importante compreender as causas. Deve-se refazer o caminho, reencontrar os motivos que desencadearam essa turbulência de emoções conflitantes. Esse entendimento é fundamental para reorganizar o mundo interior e vislumbrar outras perspectivas de vida.

Ignorar os conflitos emocionais é o pior a fazer. Da mesma forma, sintomas associados a possíveis distúrbios mentais merecem atenção e devem ser diagnosticados pelo médico psiquiatra.

O corpo e a mente adoecem também. Por isso, se você está enfrentando esse tipo de situação, não hesite em buscar ajuda psiquiátrica.

A terapia é o espaço adequado para dar vazão a toda essa carga emocional e reequilibrar a vida. É também importante ferramenta de auxílio para se desenvolver a consciência emocional, aprender a expressar emoções, sentimentos e resolver os conflitos internos com assertividade.

O diagnóstico precoce de distúrbios mentais é fundamental para evitar a evolução do transtorno e prejuízos para a qualidade de vida e relacionamentos interpessoais.

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26 de setembro de 2022 GeralTodos
Nós mês em que comemoramos as discussões sobre estratégias de prevenção do suicídio, setembro amarelo, temos que protagonizar às famílias, pacientes e, por fim, nós profissionais de saúde para nos apoiarmos mutuamente. Nós sabemos da importância da família no tratamento do paciente psiquiátrico. É na família que o paciente encontra o apoio em momentos de crise, quando precisa de ajuda, quando precisa desabafar ou simplesmente quando quer um carinho sem julgamento. A família é e sempre será importante no tratamento do paciente psiquiátrico pois, inclusive, é a primeira a perceber que ATENÇÃO: algo não vai bem!

Porém, não podemos nos esquecer que a família também precisa de apoio nesses momentos. Sabe-se que o adoecimento de um membro desestrutura e enfraquece a unidade familiar. Algumas pesquisas sugerem que 25% a 50% dos familiares de pacientes críticos experimentam sintomas psicológicos, incluindo estresse agudo, estresse pós-traumático, ansiedade generalizada e depressão. Por isso, é preciso um cuidado especial com todos.

Cuidados com a família do paciente psiquiátrico

O primeiro passo para um cuidado com a família é ser transparente em relação à doença do paciente. Ela precisa saber e entender melhor todos os sintomas e reações que a doença pode causar. Sendo transparente, a família tem a oportunidade de conversar melhor com o médico e profissionais de saúde e até mesmo de ajudar com soluções básicas no dia a dia, tornando a rotina o mais próximo possível da realidade do paciente. Sejamos realistas: dá pra pedir para um paciente que sempre foi sedentário praticar uma atividade física após uma única consulta?

Além disso, é importante que o profissional de saúde esteja aberto a ouvir e ajudar os familiares. Muitas vezes, em meio às crises e problemas do paciente, a família se sente sem ter para onde correr ou pedir ajuda. Nesse momento, o apoio do médico é fundamental, só ele poderá ajudar a acalmar e entender o momento do paciente psiquiátrico.

Em muitos casos é recomendado que o familiar também realize um tratamento psicológico. O apoio psicológico e o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento não poderão modificar a situação do paciente, mas poderão ajudar o familiar a negociar com suas emoções e, assim, manter uma autoestima positiva, esperança e bem-estar, o que é fundamental, uma vez que seu estado de saúde física e emocional influenciarão diretamente o bem-estar e os cuidados do paciente e a qualidade de vida de ambos.

Terapia familiar

A terapia familiar também pode ser uma alternativa para as famílias com pacientes psiquiátricos. Nesse contexto, a família pode ser vista tanto em sua estrutura nuclear — pai, mãe e filhos — quanto em sua estrutura estendida, incluindo assim avós, primos, genros, noras ou pessoas próximas que convivem com o paciente. Durante as sessões os envolvidos têm a oportunidade de expor suas dificuldades, conflitos internos, insatisfações e até mesmo inseguranças.

A maioria dos estudos parte do pressuposto de que independentemente do programa de apoio adotado, a família deve participar do tratamento e receber suporte não apenas para aprender a cuidar do paciente, mas, sobretudo, para enfrentar, compreender e compartilhar a situação de doença e/ou deficiência, e conseguir lidar mais adequadamente com seus próprios problemas, conflitos, medo e aumento das responsabilidades.

 


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Os transtornos sexuais são caracterizados  por alterações psicofisiológicas nas diferentes fases da resposta sexual, o que pode causar sofrimento acentuado, problemas de autoestima e dificuldades nos relacionamentos amorosos. As etapas da resposta sexual humana consistem no desejo, excitação, orgasmo e resolução. Quando existe algum tipo perturbação ou ruptura nesse ciclo natural e saudável, os distúrbios sexuais acontecem.

Disfunção orgásmica

A disfunção orgásmica ou anorgasmia é a falta de orgasmo nas relações sexuais. Ela é considerada primária quando a pessoa nunca teve orgasmo na vida ou secundária, quando já teve e passou a não ter. Esse transtorno pode ser classificado como situacional ou absoluto. Ele é situacional quando acontece em determinadas ocasiões, como quando a pessoa não se sente confortável no lugar da transa. Mas quando a anorgasmia ocorre sempre, independentemente das circunstâncias, o problema é chamado de absoluto. Como as causas da disfunção orgásmica são normalmente psicológicas, interpessoais e emocionais, o tratamento psiquiátrico é o mais indicado para controlar ou reverter o problema. Eventualmente essa condição está associada a quadros clínicos, como acidentes, alterações hormonais e ginecológicas.

Vaginismo

O vaginismo é uma contração indesejada, involuntária e inconsciente da musculatura vaginal. Esse transtorno normalmente atrapalha e, por vezes, impede a penetração no canal vaginal, pois provoca dor e desconforto intenso. Tal disfunção sexual pode ser decorrente de tabus e traumas sexuais, educação rígida e conservadora, além de experiências passadas que provocaram sofrimento físico e emocional. O primeiro diagnóstico costuma ser feito pelo ginecologista, baseado no conjunto de sintomas, exame ginecológico e relatos dos pacientes. A partir daí, o tratamento se fundamenta na identificação das causas do vaginismo e amenização dos sintomas através de modulação hormonal e exercícios pélvicos. Além da participação ginecologista, um bom terapeuta sexual é fundamental para tratar a condição, pois a manutenção da saúde mental é determinante para que a mulher relaxe e consiga ter uma vida sexual ativa e prazerosa.

Dispareunia

A dispareunia é uma dor genital que ocorre antes, durante ou depois do ato sexual. Ela pode ser causada por doenças ginecológicas ou excessivo desconforto vaginal no sexo, seja por razões físicas ou psicológicas que interferem na saúde sexual. O tratamento da dispareunia normalmente é realizado por ginecologistas, no entanto, o acompanhamento psiquiátrico associado pode ser muito útil para que o paciente consiga lidar com o problema, minimizando assim os seus conflitos psicológicos.

Disfunção Erétil

Disfunção erétil é um problema comum que afeta cerca de 30% dos brasileiros, ou seja, aproximadamente 15 milhões de homens no país. Esse transtorno consiste na dificuldade de obter ou manter a ereção, de modo que aconteça a penetração. As causas da disfunção erétil podem ser psicológicas ou biológicas, como a existência de doenças como hipertensão, colesterol alto, diabetes, acidentes com o pênis ou medula espinhal, dependência química, efeito colateral de medicamentos, traumas e tabus sexuais. O tratamento deve incluir o acompanhamento de urologista, que pode receitar o uso de medicação oral, injeções intrapenianas, implante de próteses e terapias hormonais. O tratamento psiquiátrico também é importante, pois os padrões mentais são determinantes na saúde sexual.

Ejaculação Precoce

A ejaculação precoce acontece quando o homem não consegue controlar o processo ejaculatório e não segura o gozo até o fim do ato sexual, o que pode reduzir significativamente a sensação de prazer, provocando certa frustração nele e na parceira (o). Nesse transtorno, a ejaculação acontece logo depois da penetração, nos primeiros minutos dela, ou mesmo sem que ela ocorra, apenas com os pensamentos eróticos e a ereção. Aproximadamente 40% dos homens sofrem com esse problema, mas a boa notícia é que a ejaculação precoce pode ser tratada com procedimentos e medicamentos específicos para as lesões diagnosticadas e doenças encontradas, além de psicoterapia para a compreensão das causas e controle dos sintomas.

Ejaculação Retardada

A característica particular da ejaculação retardada é retardo acentuado ou incapacidade de atingir a ejaculação. O homem relata dificuldade ou incapacidade para ejacular, a despeito da presença de estimulação sexual adequada e do desejo de ejacular.  A definição de “retardo” não apresenta limites precisos, tendo em vista que não há consenso sobre o que seria um tempo razoável para atingir o orgasmo ou o que é um tempo inaceitavelmente longo para a maioria dos homens e parcerias sexuais. A demora em ejacular chega a ponto de causar exaustão ou desconforto genital,

Transtorno do desejo sexual hipoativo

O transtorno do desejo sexual hipoativo, comumente expressado com “falta de libido”, se baseia na diminuição ou falta de motivação e interesse por sexo. Nesse caso, a pessoa com baixa libido não apresenta vontade de manter relações sexuais. O problema pode ser causado por múltiplos fatores, como conflitos no relacionamento, alterações hormonais, falta de intimidade, dificuldades de comunicação com o(a) parceiro(a), além de traumas sexuais. O tratamento deve ser conduzido de acordo com a causa. Se o problema for de ordem orgânica (alterações hormonais, secundário a medicações, hipertensão arterial, entre outras causa) o clínico (urologista, ginecologista, endocrinologista, etc),  deve comandar o processo. Se a razão do transtorno for de ordem mental, o paciente deve buscar o auxílio de psicólogos e psiquiatras. De todo modo, nada impede que o tratamento seja multidisciplinar.

 

Os transtornos sexuais podem impactar significativamente a qualidade de vida tanto de homens quanto de mulheres. Compreender as causas, sintomas e opções de tratamento disponíveis é crucial para pessoas afetadas por essas condições. Buscar ajuda profissional, seja por meio de terapia, medicamentos ou mudanças no estilo de vida, pode contribuir muito para melhorar a saúde sexual e o bem-estar geral. É essencial quebrar o estigma em torno dos distúrbios sexuais e criar um ambiente de apoio onde as pessoas possam buscar ajuda sem medo ou vergonha. 


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30 de junho de 2022 Todos

Nos últimos anos, movimentos têm discutido a importância do autoconhecimento sexual. Neste sentido, cada vez mais, mulheres encorajam-se a debater assuntos pertinentes à vida sexual e ao próprio corpo. Tudo que incomoda precisa ser investigado! Muitas pacientes chegam ao consultório médico depois de negligenciarem por anos a fio transtornos físicos na hora da penetração, por exemplo. Para se ter uma ideia: as brasileiras demoram, em média, três a quatro anos para buscar ajuda clínica diante do aparecimento de queixas sexuais.

Pesquisa realizada pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) estima que mais de 40% das mulheres brasileiras não atingem o orgasmo. Outro dado revela que praticamente metade da população feminina sofre com problemas no sexo. Estamos falando de obstáculos biopsicossociais, que surgem em decorrência de entraves físicos, mentais e sociais a respeito da vida sexual da mulher. Violência sexual, por exemplo, aumenta a propensão de surgimento de disfunções ao longo da vida.

É importante dizer: com acompanhamento profissional adequado, é possível superar traumas, tabus e entraves que obstruem o prazer da vida sexual da mulher.

Sexo é saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já reconhece o sexo como critério para se avaliar a qualidade de vida de um indivíduo. Se essa parte não anda legal, todas as outras serão impactadas de modo negativo também. Funciona como um ciclo. Desajustes “na cama” podem implicar a existência de outras doenças, condições que levam à angústia, à frustração, à depressão.

Por outro lado, quando a mulher tem uma vida sexual satisfatória, os benefícios repercutem no bom humor, no estreitamento de laços efetivos, na autoestima. Viu só como é uma questão de saúde mental?

Conversar sobre a vida sexual da mulher desde a adolescência

Encorajar o debate acerca da sexualidade desde os primeiros anos da adolescência ajuda na plenitude na vida adulta. Muitos pais não se sentem confortáveis ao conversar sobre este tema com suas filhas. É compreensível, pois, por questões culturais, são diferentes, entre as famílias, os fatores emocionais e de construção do significado do sexo. Não se desespere! Um dos profissionais capacitados a ajudar nesta situação é o psiquiatra/sexólogo, pois ele emprega linguagem e conhecimento adequados.

Filhos, menopausa e alterações na sexualidade

Períodos como o pós-parto e o climatério tendem a gerar mais desconforto ou outras queixas devido à oscilação hormonal.Com a queda da produção de estrogênio, a vagina pode se tornar mais ressecada e ter menor capacidade de lubrificação, o que dificulta a penetração.

Vale reforçar que, ao contrário do que sempre se acreditou, a resposta sexual da mulher não é igual a do homem. Outro ponto relevante é a atuação de alguns medicamentos na produção hormonal. Todas as medicações moduladoras da parte emocional, diuréticos e até mesmo boa parte dos hormônios, como a pílula anticoncepcional, podem diminuir a função sexual e alterar o desejo, reduzindo a excitação e tornando impossível o orgasmo. Atenção: não interrompa tratamentos sem antes consultar seu médico.

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28 de junho de 2022 Todos

O que é ser homem? Quando se pensa na imagem de um homem, geralmente o imaginamos alto, com músculos, cabelo curto, voz grossa e viril. Adicione um tom de voz incisivo, quase que agressivo, remova qualquer traço de afetividade e vulnerabilidade e pronto. Temos aqui um retrato feito por meio de estereótipos que foram – e ainda vêm sendo – construídos ao longo de centenas de anos. Essa construção afeta a vida de todos os homens.

Homens gays, por se relacionarem com outros homens, têm sua masculinidade muitas vezes anulada. Grande parte deles não teve apoio nem mesmo dentro da própria família, sendo tratados com dureza e, às vezes, sendo deixados totalmente sem amparo, evento que sem dúvidas deixa muitas marcas. É sobre eles que tratarei neste texto. Como os estereótipos da masculinidade afetam a saúde mental de homens gays?

O que é esperado do homem?

A educação dada a meninos e meninas é muito diferente, sobretudo durante a primeira infância. Desde muito cedo, aos meninos é ensinado que não podem chorar, dizer que amam seus amigos e nem mesmo abraçá-los. O Google BrandLab realizou um estudo e concluiu que mais da metade dos homens já foi chamado de “gay” ou “afeminado” por ter expressado seus sentimentos, dando a ideia de que se mostrar sensível ou vulnerável é o esperado de uma mulher, mas não de um “homem de verdade”.

Esses e outros ensinamentos sobre gêneros que nos transmitem durante a infância e adolescência acabam se perpetuando por toda a cultura e afetando toda a vida. Leve em conta um homem gay afeminado. Por ter trejeitos gestuais que se distanciam do esperado de um homem, ele é marginalizado até mesmo dentro da comunidade gay, que também aprendeu a cultuar os símbolos do masculino, como a virilidade.

Leve em conta um homem gay passivo – aquele que é penetrado durante a relação sexual. Por desempenhar o papel que seria o da mulher, ele pode mais frequentemente ser alvo de piadas, já que seria considerado “menos homem” do que, por exemplo, um homem gay ativo – aquele que penetra durante a relação sexual. Há homens que se atraem por homens, se relacionam afetiva e fisicamente com outros homens, mas não se consideram gays por serem exclusivamente ativos.

Uma vida de repressão

A opressão e a violência que sofre a comunidade gay faz com que muitos homens passem a vida buscando formas de mascarar sua autenticidade. Para evitar situações que podem colocá-los em risco ou em constrangimento, alguns tentam adequar a forma com que andam dependendo da região em que estão; outros engrossam a voz em certas situações, como em entrevistas de emprego ou primeiros encontros com a esperança de que sejam melhores aceitos por se aproximarem do comportamento masculino “ideal”.

A repressão de sua própria autenticidade leva muitos homens gays a viver vidas desalinhadas com o verdadeiro desejo. Relacionam-se mulheres, se casam e mantêm relações sexuais com elas, mesmo que a real atração esteja no corpo de outro homem. Isso geralmente os leva a uma vida dupla, causando sofrimento a si mesmos e a quem os cerca.

A opressão é infligida em si mesmo, quase como um castigo que pode levar a um vida repleta de culpa, dor e vergonha, elementos perigosos para a saúde mental.

Um problema a mais para lidar

Já atendi muitos homens gays no meu consultório. Ouço relatos que me fazem sair da minha zona de conforto e ampliar minha perspectiva sobre a realidade. A questão da repressão é apenas um dos diversos motivos que levam homens gays para uma consulta.

Claro que a vida vai muito além da orientação sexual. A população LGBTQI+ enfrenta desafios assim como todos os demais, seja no trabalho, na saúde ou nos relacionamentos, o que por si só já pode ser bem puxado. E além disso tudo, esse público ainda precisa lidar com abandono, julgamento e, em alguns casos, agressão. Isso tudo fruto de um preconceito que encontra suas raízes fincadas em um solo semeado com muito ódio, violência e opressão.

Caso você tenha se identificado com algo neste texto ou esteja enfrentando algum tipo de sofrimento e deseja buscar alívio, conte comigo. Você encontra no meu site um campo para entrar em contato comigo! Eu posso ajudar você. Tamo junto! Abração.


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25 de junho de 2022 Todos

O vaginismo é um problema sério e nós precisamos falar sobre isso. Também conhecido como transtorno de dor gênito-pélvica, ele afeta a vida sexual de mulheres de todas as idades. Sabe aquela dor chata na hora do sexo? É dela que estamos falando. Neste texto, vou esclarecer quais as causas, como identificar os sintomas e buscar tratamento adequado.

Atualmente, estima-se que entre 5 e 17% da população feminina mundial sofra deste distúrbio. Mas, devido ao tabu existente acerca do tema, os números podem ser maiores, uma vez que muitas mulheres não são encorajadas a investigar incômodos mais íntimos.

O que é o vaginismo?

Caracteriza-se pela contração involuntária dos músculos (espasmo) ao redor do orifício da vagina, de modo leve ou severo, causando até mesmo impossibilidade de manter relação. Às vezes, ocorre na tentativa de introdução de objetos eróticos, absorventes internos e, também, durante exames ginecológicos.

Mulheres com vaginismo não são “anormais” e sentem, sim, excitação e conseguem atingir o orgasmo como qualquer outra, desde que não haja tentativa de penetração. É como se o corpo desejasse, mas a mente bloqueasse.

Nem toda dor significa vaginismo

É importante diferenciar e dizer que outras dores (dispareunias) podem se manifestar antes, durante e após a relação sexual, não guardando relação com o vaginismo, como nos casos de infecções, atrofias, problemas urinários e intestinais, endometriose e malformações. O diagnóstico leva em consideração a época de aparecimento – se presente desde o começo da vida sexual ou depois de um período de relações habituais, exames clínicos e histórico pessoal.

Tratamento

Medicamentos podem tratar doenças associadas ao vaginismo, como infecção urinária. Hormônios, géis anestésicos e aplicação de toxina botulínica (e outras intervenções similares aplicadas nos músculos envolvidos na anatomia vaginal) combatem a atrofia e atuam no relaxamento da musculatura vaginal. Fisioterapia com exercícios perineais e psicoterapia (em casal, se possível, pois é algo que afeta ambas as partes) também são aliadas no tratamento multidisciplinar.

Consequências

Para além da dor, a principal delas é a insegurança com o parceiro, o que, consequentemente, gera sentimentos como culpa, incapacidade, rejeição, frustração, baixa autoestima. No final das contas, enorme distância entre os casais. Algumas mulheres sentem muita vergonha e não procuram ajuda médica, o que é extremamente danoso em termos emocionais e reprodutivos.

Tudo começa na mente

Medo (quase sempre inconsciente, de que a vagina não tenha espaço suficiente para receber o pênis, de ser machucada, etc), ansiedade elevada, contração e dor. Esse é, basicamente, o ciclo que se relaciona ao vaginismo primário, desencadeado por um mecanismo psicossomático, e ao tipo vinculado a uma experiência negativa ou imaginária.

Multifatorial, o vaginismo precisa ser abordado considerando-se causas orgânicas e/ou psicológicas. Você sabia que a forma como a menina foi conduzida nas fases da infância e adolescência à educação sexual interfere, e muito, na ocorrência de bloqueios deste tipo? Questões culturais, falta de conhecimento acerca do próprio corpo, histórias de abuso, resistências morais quanto ao prazer também influenciam.

Quer saber mais sobre transtornos sexuais? Clique aqui.

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19 de junho de 2022 Dra Aline RangelTodos

Ao contrário do que muita gente imagina, gostar de fazer sexo não tem relação direta com a compulsão sexual ou “vício em sexo”, ou seja, ter uma vida sexual ativa e intensa não é sinal de que a pessoa é compulsiva.

Quem tem compulsão sexual não consegue resistir aos pensamentos e desejos exagerados sobre o sexo. Trata-se de um transtorno psiquiátrico caracterizado por atos impulsivos e obsessivos envolvendo a prática sexual, com o agravante de que o “viciado” precisa saciar sua vontade imediatamente, não importando onde, como e com quem.

Na compulsão sexual, a pessoa tem comportamentos e fantasias sexuais em excesso, como masturbação frequente, uso de pornografia, parceiros múltiplos e ocasionais, sexo desprotegido sem se preocupar com as consequências. Confira a seguir quais são as causas e tratamentos possíveis para esse tipo de compulsão.

Causas da compulsão sexual

Muitas vezes, o transtorno de compulsão sexual está ligado à ansiedade, mas também pode ser associado ao alcoolismo, dependência química, histórico familiar de compulsão, experiência de abuso sexual na infância, além de problemas pessoais e familiares.

Esses fatores geram desajustes psicológicos, alteram alguns neurotransmissores cerebrais e podem ter influência no desenvolvimento de quadros de compulsão sexual. Vale destacar que a maior parte (95%) dos casos de compulsão por sexo acontece com homens.

Tratamentos para compulsão sexual

O tratamento mais indicado para esse tipo de compulsão é a psicoterapia, processo terapêutico que visa identificar os gatilhos de ansiedade e controlar o comportamento impulsivo ou compulsivo.  Através da terapia, é possível tratar as causas psicológicas da compulsão por sexo, o que requer intervenção profissional, uma vez que dificilmente a pessoa com compulsão consegue se livrar dos problemas sozinha.

Eventualmente, podem ser administrados antidepressivos e neurolépticos para inibir o apetite sexual. Tudo deve ser orientado pelo psiquiatra, já que a automedicação não é recomendada em nenhuma situação. O profissional responsável pelo tratamento deve, preferencialmente, ser especializado em transtornos de ordem sexual.

A proibição da masturbação, abstenção de pornografia e  jejum de sexo não bloqueiam o comportamento compulsivo e, portanto, não tratam o comportamento compulsivo. Como a compulsão é originada por ansiedade, essas restrições podem tornar a pessoa ainda mais ansiosa, aumentando significativamente as chances dela desenvolver outras formas de compulsão, pois a tendência é que ela sinta a necessidade de canalizar a energia e os desejos para os alimentos, jogos ou compras, por exemplo.

O que acontece se a compulsão sexual não for tratada?

Como o sexo está ligado ao prazer, nem sempre os compulsivos sexuais buscam tratamento. Em geral, quando jovens, a percepção que têm sobre de si é de serem hipersexualizados ou gostar muito de sexo. Eles não notam que os hábitos relacionados ao sexo ganharam um caráter patológico e, por isso, não se preocupam. Isso é preocupante, afinal, a compulsão sexual pode produzir impactos muito negativos se não for adequadamente tratada. Entre os prejuízos estão a perda de vida social, relacionamentos superficiais, riscos para a saúde, além de problemas familiares, profissionais, financeiros e legais.

Você pode querer saber mais sobre Compulsão Sexual nos textos abaixo:

Compulsão sexual e solidão: quando o prazer afasta relações reais?

Compulsão Sexual: como identificar gatilhos internos e externos

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15 de junho de 2022 Todos

A vigorexia, também conhecida por Síndrome de Adônis ou Transtorno Dismórfico Muscular, é uma doença psicológica caracterizada pela insatisfação constante com o corpo, em que a pessoa se enxerga muito magra e fraca, quando na verdade é forte e possui músculos bem desenvolvidos, por exemplo.

Em certos aspectos, a vigorexia e a anorexia nervosa são desordens semelhantes, uma vez que interferem na visão desvirtuada que os portadores têm do próprio corpo. Os anoréxicos esquálidos e desnutridos se enxergam obesos, e os vigoréxicos se veem fracos, magros e franzinos, apesar de fortes e muito musculosos.

Além da causa neurológica, a vigorexia também está associada à adoção, por muitas pessoas, de um padrão de corpo definido como ideal e, por isso, acabam por se tornar obcecados por exercícios e alimentação com o objetivo de atingirem tal padrão.

Esse transtorno é mais comum em homens entre 18 e 35 anos e leva à prática exaustiva de exercícios físicos, sempre com aumento de carga, além de preocupação excessiva com a alimentação e uso de anabolizantes, que podem trazer riscos para a saúde.

Os principais sintomas da vigorexia são:

  • Imagem negativa e distorcida do próprio corpo;
  • Cansaço;
  • Inapetência;
  • Insônia;
  • Ritmo cardíaco alterado, mesmo nos momentos de descanso;
  • Dores musculares;
  • Tremores;
  • Queda no desempenho sexual;
  • Irritabilidade;
  • Depressão;
  • Ansiedade e desinteresse por atividades que não estejam ligadas à atividade física.

Além da busca pelo corpo perfeito, a vigorexia pode levar à adoção de dietas restritivas, muitas vezes baseadas no consumo exagerado de proteínas, e também no uso de esteroides anabolizantes, acarretando diversos riscos para a saúde.

Diagnóstico e tratamento da vigorexia      

O diagnóstico da vigorexia é baseado em uma avaliação psicológica que analisa os fatores de risco, pensamentos, comportamentos e sentimentos relatados à dismorfia, além do histórico familiar e pessoal do paciente.

Feito o diagnóstico, o tratamento envolve uma equipe multidisciplinar, com médicos, psicoterapeutas, nutricionistas, preparador físico e professores de educação física.  A maior dificuldade dos pacientes com vigorexia é admitir que apresentam o transtorno, já que acreditam que não há nada de errado com seu comportamento. Por isso, o tratamento psicológico é muito importante e deve ser realizado por meio da terapia, especialmente a cognitivo comportamental, eficaz em transtornos de imagem distorcida.

Em muitos casos, no início do tratamento pode ser recomendado fazer uso de medicamentos à base de serotonina, com o objetivo de controlar a depressão e a ansiedade além de outros sintomas relacionados ao comportamento obsessivo compulsivo.

É importante lembrar que a pessoa não precisa abandonar totalmente a prática de exercícios, mas o treinamento deve ser orientado por profissionais com experiência na área. Para evitar recaídas, é importante que a família e amigos estejam cientes do transtorno e ajudem o paciente a ter disciplina e a superar os desafios diários.

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