Bandeira do orgulho Assexual.

O que você precisa saber sobre a assexualidade

Pessoas assexuais são pessoas que não têm a sexualidade orientada nem para hétero, nem para homo, nem para bissexualidade –...

Pessoas assexuais são pessoas que não têm a sexualidade orientada nem para hétero, nem para homo, nem para bissexualidade – não sentem atração sexual e vivem muito bem assim. Não sentem necessidade de fazer sexo. A assexualidade é, de modo geral, definida como pouca ou nenhuma atração sexual por outras pessoas. Hoje, ela é reconhecida pela literatura científica como uma orientação sexual legítima, e não como doença, falha moral ou desvio de desenvolvimento. 

A chamada assexualidade é mais comum do que imaginamos. De acordo com o Programa de Estudos da Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (ProSex-IPq), cerca de 7,7% das mulheres brasileiras e 2,5% dos homens, entre 18 e 80 anos, são assexuais. Estudos populacionais internacionais sugerem prevalência em torno de 0,4% a 1% da população, embora esse número possa estar subestimado em razão da baixa familiaridade social com o tema.

Curiosidades sobre a assexualidade

1 – Não é doença

A condição não é considerada doença ou distúrbio psiquiátrico, porém ela deve ser diferenciada da hipossexualidade, que é uma patologia. Na condição de hipossexual, a pessoa não sente o desejo que gostaria, e isso causa incômodo e sofrimento. No caso dos assexuais, não há desconforto algum na falta da prática sexual.

2 – Atinge mais mulheres que homens

Há 2 fatores principais para isso. O 1º é cultural, porque elas falam mais da própria sexualidade sem inibição. O 2º é fundamentado na biologia. A mulher tem uma série de fatores que levam a oscilações hormonais, como a gravidez, o pós-parto, o climatério e a menopausa.

3 – Não é questão de baixa libido

Um assexual não necessariamente tem a ver com existência de disfunção hormonal ou libido baixa. Muitos podem gostar de sexo, mas não desejam a todo momento.

4 – As pessoas assexuais podem ter um relacionamento normal

Pode haver amor, interesse, envolvimento e, até mesmo, intimidade, apesar de não haver relação sexual. Pessoas assexuais acreditam que o amor não está necessariamente vinculado ao sexo e, por isso, não sentem necessidade de se sentirem atraídos sexualmente para que possam estar em um relacionamento.

5 – Assexuais também transam

Um assexual pode fazer sexo sem necessariamente se sentir atraído sexualmente. Faz apenas pelo desejo.

6 – Os assexuais se dividem no aspecto amoroso

Eles podem ser heterorromânticos, birromânticos ou homorromânticos. As relações não necessariamente precisam envolver sexo. Há também os arromânticos, aqueles que, comumente, não se apaixonam por nenhum dos gêneros.

7 – Os assexuais são parte da comunidade LGBT

Muitos se identificam com o movimento pela busca de visibilidade e respeito, embora alguns enfrentem, inclusive, exclusão dentro da comunidade LGBT, sendo erroneamente considerados “não assumidos” ou patologizados. São representados pela letra A na sigla LGBTQIA+.

Na bandeira específica do orgulho assexual (que possui faixas preta, cinza, branca e roxa), a cor preta representa a assexualidade. A faixa cinza representa demissexualidade/assexualidade cinza, o branco representa aliados e o roxo simboliza a comunidade. A assexualidade é o espectro de pessoas com interesse sexual reduzido ou nulo.

8 – Detalhes sobre as cores da bandeira assexual

  • Preto: Representa a assexualidade.
  • Cinza: Representa a área entre a sexualidade e a assexualidade, incluindo a demissexualidade.
  • Branco: Representa parceiros não assexuais e aliados.
  • Roxo: Representa a comunidade assexual como um todo.
Nota: Esta bandeira foi criada em 2010 pela Asexual Visibility and Education Network (AVEN) e é distinta da bandeira arco-íris clássica do orgulho LGBTQIA+.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

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