Agorafobia: Entenda o que é o distúrbio e como funciona o tratamento

Mais de 18 milhões de brasileiros sofrem com transtornos de ansiedade, incluindo a agorafobia. Essa condição mental é um distúrbio...

Mais de 18 milhões de brasileiros sofrem com transtornos de ansiedade, incluindo a agorafobia. Essa condição mental é um distúrbio que afeta cerca de 150 mil pessoas no país. Vale acrescentar que termo vem do grego “ágora”, que significa praça pública  ou mercado e “phobia”, que quer dizer medo.

Tal perturbação de ansiedade pode ser causada por outros transtornos psíquicos, ambientes estressantes, abuso de substâncias psicoativas, uso crônico de tranquilizantes, eventos traumáticos ou violência na infância. Em muitos casos, a agorafobia pode ser a progressão de um ataque de pânico ou consequência de eventos que provocam estresse e ansiedade.

Entre os sintomas da agorafobia estão o aumento da frequência cardíaca, falta de ar ou hiperventilação, dor ou aperto no peito, vertigem, formigamento no corpo, suor excessivo, náuseas, calafrios, diarreia, desmaios, insegurança, apreensão e o medo de ter medo.

Quer entender melhor esse problema e descobrir como funciona o tratamento? Leia o texto completo!

Afinal de contas, o que é agorafobia?

Agorafobia é um tipo de fobia caracterizado pelo medo intenso e incontrolável de situações e lugares que causam constrangimento, pânico, sensação de aprisionamento. Esse tipo de transtorno atinge três vezes mais mulheres do que homens.

Pessoas com essa condição geralmente temem ficar sozinhas em casa, além de sentirem medo de multidões e filas de espera, espaços fechados, lugares abertos demais, transportes públicos ou qualquer ambiente em que pensem que não conseguirão escapar.

Mesmo sem nenhum motivo concreto, é comum que os indivíduos que sofrem com agorafobia pensem não estão seguros em locais como cinemas, lojas, elevadores, parques, estacionamentos, teatros, etc.

Qual é a relação com o transtorno do pânico?

A relação desse tipo de fobia com o transtorno do pânico é muito íntima. Para começar, os sintomas de ambos são bem parecidos. Isoladamente, a agorafobia não pode ser considerada uma doença. No entanto, ela é uma manifestação clínica do transtorno de pânico, tanto que pode acontecer depois de ataques repentinos e extremos de medo.

O paciente agorafóbico teme lugares em que se sente ameaçado e onde acredita que o socorro possa ser dificultado em caso de perigo. A pessoa pode ter crises de pânico, de repente, em lugares como shoppings, aviões, praças e casas de shows.

Como tratar?

O tratamento da agorafobia varia de acordo com cada paciente. Geralmente o protocolo combina a psicoterapia com o uso de medicamentos prescritos pelo psiquiatra.

O intuito do tratamento, além de controlar os sintomas e diminuir as crises, é fazer com que a pessoa reconheça sua condição e desenvolva a capacidade de lidar com o problema.

Os efeitos das várias técnicas de psicoterapia são muito positivos, uma vez que ela ajuda a superar o medo e permite que o indivíduo leve uma vida normal na medida do possível. Esse tipo de terapia também é capaz de reduzir a ansiedade e modificar conceitos, comportamentos e sentimentos distorcidos.

Quer saber mais sobre agorafobia? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

Dra. Aline Rangel, médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga

Sobre a autora

Dra. Aline Rangel

CRM-SP 132.102 | RQE 39.196

Médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga.

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizou Residência Médica em Psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da Universidade do Brasil (IPUB/UFRJ).

Especialista em Sexualidade Humana pelo Programa de Estudos em Sexualidade (PRO-SEX), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPq/HC-FMUSP). Especialista em Farmacodependências e Dependências Comportamentais pelo PROJAD/UNIFESP. Especialista em Sono pelo Instituto do Sono/UNIFESP.

Mestre em Psicobiologia pela UNIFESP. Doutora em Psicologia, com ênfase em Sexualidade e Estudos de Gênero, pela UCES.

Sua prática integra psiquiatria, psicoterapia e sexualidade humana, com cuidado baseado em ciência e presença.

Atendimento presencial em São Paulo e por telemedicina para todo o Brasil.

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