6 dicas para ajudar alguém com depressão

A depressão é um transtorno mental que impacta negativamente a forma como a pessoa sente, pensa e age. Essa condição...

A depressão é um transtorno mental que impacta negativamente a forma como a pessoa sente, pensa e age. Essa condição é marcada por sintomas relacionados ao humor, comportamento, cognição e, até mesmo, sintomas físicos.Entre as principais manifestações do quadro depressivo estão a tristeza, desesperança, perda de interesse por atividades que antes davam prazer, tédio, sofrimento intenso, solidão, isolamento social, fadiga, agitação, sono excessivo, sono agitado, despertar precoce ou insônia, alterações no peso e apetite, baixa concentração, raciocínio lento, abuso de substâncias, pensamentos de morte, etc.A depressão é uma condição tão grave, que de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), ela está prestes a se tornar a doença mais incapacitante do mundo. Felizmente o quadro é tratável e pode apresentar melhoras significativas se for cuidado da maneira adequada.Você conhece alguém que sofre com depressão? Leia o artigo e confira algumas boas dicas para ajudar essa pessoa. Vem comigo!

1. Esteja disposto a ouvir e apoiar

Ouça mais e fale menos. Essa é uma regra de ouro para lidar com pessoas depressivas. Isso não significa que você não deve opinar ou aconselhar, mas o foco deve estar em escutar a pessoa com atenção e fazer com que ela se sinta ouvida e apoiada. Essa atitude faz com que ela fique confortável para conversar.

2. Não se afaste

Por mais que a pessoa com depressão queira se isolar socialmente e ficar fechada no próprio mundo, procure não se afastar dela. Se mantenha perto, sempre tomando cuidado para não ser invasivo. Caso note que a vida dessa pessoa está ameaçada por pensamentos e comportamentos suicidas, busque suporte médico e ajuda da família para contornar a crise.

3. Tome cuidado com o que diz

A intenção de determinadas falas pode ser boa, mas acaba piorando – e muito – a situação. Evite dizeres que julgam e condenam como: “você está exagerando”, “você é louco”, “pare de ser covarde”, “isso é um sinal de fraqueza”, “ já passei por coisas piores e não me matei”. Não diminua o sofrimento do outro. Para a pessoa com depressão, tudo que ela sente é real, ainda que pareça desproporcional para quem vê de fora.

 4. Incentive uma consulta profissional

Depressão não é algo para resolver sozinho. Incentive a pessoa a buscar  ajuda de um profissional especializado. O mais indicado para auxiliar no tratamento da depressão é o psiquiatra, médico capaz de prescrever o uso de antidepressivos, bem como, conduzir sessões de psicoterapia. Se possível, ofereça-se para acompanhar o indivíduo na consulta.

5. Reduza o risco de suicídio

É comum que pessoas com depressão pensem em tirar a própria vida, pois não encontram sentido e prazer nela. Para impedir esse desfecho trágico, é fundamental tirar do alcance dela os elementos que possam facilitar as tentativas de suicídio. É o caso de facas, canivetes, medicamentos, pesticidas, cordas e armas de fogo.

6. Tenha empatia

Ao lidar com alguém com depressão, se coloque no lugar dessa pessoa, e trate-a como gostaria que te tratassem. O respeito e acolhimento devem prevalecer! Evite o autoritarismo e o dispense o sermão.A depressão é uma doença e sair dela não é só uma questão de força de vontade. Não é um simples capricho, falta de Deus ou falta de vergonha. Depressão é coisa séria e se você realmente deseja ajudar, encare-a como tal.Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!
Dra. Aline Rangel, médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga

Sobre a autora

Dra. Aline Rangel

CRM-SP 132.102 | RQE 39.196

Médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga.

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizou Residência Médica em Psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da Universidade do Brasil (IPUB/UFRJ).

Especialista em Sexualidade Humana pelo Programa de Estudos em Sexualidade (PRO-SEX), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPq/HC-FMUSP). Especialista em Farmacodependências e Dependências Comportamentais pelo PROJAD/UNIFESP. Especialista em Sono pelo Instituto do Sono/UNIFESP.

Mestre em Psicobiologia pela UNIFESP. Doutora em Psicologia, com ênfase em Sexualidade e Estudos de Gênero, pela UCES.

Sua prática integra psiquiatria, psicoterapia e sexualidade humana, com cuidado baseado em ciência e presença.

Atendimento presencial em São Paulo e por telemedicina para todo o Brasil.

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