Ansiedade e insônia são experiências comuns a qualquer pessoa, sobretudo no século XXI, quando muitos se deitam para dormir e percebem que a mente não para, pelo contrário, ela acelera, os pensamentos se repetem e o corpo permanece em estado de alerta. A mente não para e parece estar numa “reunião de trabalho”. Em muitos casos, o que podemos chamar de ansiedade noturna, é um estado emocional que se mistura à insônia: a ansiedade dificulta o sono, e a falta de sono aumenta a ansiedade na hora em que o corpo e a mente deveriam descansar e traz, provavelmente, mais ansiedade, irritabilidade e mal-estar no dia seguinte.
Minha mente não para à noite: insônia? ansiedade? os dois?
Não. Sim. Pode ser… Mas o que é bom para a ansiedade também é bom para insônia. Será? A ansiedade noturna é sinônimo de “ansiedade que aparece à noite”. Ela está associada à insônia? Muitas vezes. A falta de sono pode gerá-la? Não tenho dúvidas.
Por que a ansiedade vem no período noturno e a mente não desliga
A sabedoria popular, grandes músicos e escritores brasileiros já deram sua opinião sobre o que acontece com a nossa cabeça, sono, comportamento, etc no período da noite:
- “(…) Minha cabeça é pior / Durante a noite / Porque ela fala mais alto / E tem muitas certezas (…) ? (Clarisse Falcão)
- “(…) Eu faço samba e amor a noite inteira / Não tenho a quem prestar satisfação (…) ? (Chico Buarque)
- “À noite todos os gatos são pardos?” (Anônimo)
Eu luto contra ou fujo da ansiedade noturna?
Primeiro, a ansiedade é o famoso estado de “luta e fuga”. Esta definição da ansiedade foi originariamente descrito pelo fisiologista Walter_Bradford_Cannon em 1927.
Longos anos depois, em 1995, Arthur S. P. Jansen, Arthur D. Loewy e colegas publicaram, na prestigiada revista científica Science, o artigo “Central Command Neurons of the Sympathetic Nervous System: Basis of the Fight-or-Flight Response“.
O grupo de pesquisa acima pôde investigar e estudar a partir (re)evolução técnica do último século e descrever os complexos mecanismos envolvidos no “lutar ou fugir”. “Lutar” ou “fugir” não escolhas tão elaboradas quanto de fato poderiam ser. Sim, podemos treinar estes impulsos.
Como resultado, nos dias atuais, está bastante claro estruturas como sistema nervoso central, autônomo, neurônios, neurotransmissores, etc e a regulação que promovem em vários órgãos, músculos, glândulas, etc.
E podemos “treinar” a regulação da ansiedade noturna.
E o que fazer com a Ansiedade e a Insônia?
Escolher o que se faz à noite, por que se faz e para que se faz qualquer coisa no período noturno, além de entender por que nos sentimos ansiosos em resposta a essas escolhas, são questões importante de estarem claras para qualquer pessoa ou tentar nome nomeá-las para que a mente possa “parar” à noite.
Do contrário, não ter domínio, possibilidade de escolha ou capacidade de tomar outro caminho nas ruminações emocionais ou rotinas que nos geram ansiedade, gera “freezing”, congelamentoe, e repetição de um ciclo de ansiedade que perturba na hora de ir deitar para dormir.
Isto bem definido, “desligar para uma uma noite de sono” e colocar prática estratégias possíveis para uma noite menos ansiosa, pode tornar um desafio difícil de regular, que é a higiene do sono, em um trabalho mais tranquilo e verdadeiramente relaxante.
Ansiedade noturna precisa ser compreendida no contexto da sua história
A ansiedade que piora à noite pode ter relação com estresse, insônia, rotina, hiperalerta, transtornos ansiosos, depressão, TDAH, burnout, uso de substâncias, alterações hormonais ou outros fatores clínicos.
Uma avaliação individualizada permite compreender melhor o quadro e definir uma estratégia de cuidado mais precisa.
Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. Em caso de urgência, procure um pronto atendimento ou ligue 192.
