Como lidar com os conflitos na adolescência

A adolescência é um complexo período de transição, em que o indivíduo não é mais criança, mas ainda está longe...

A adolescência é um complexo período de transição, em que o indivíduo não é mais criança, mas ainda está longe de se tornar um adulto. Nessa etapa da vida, as atividades são intensas e as transformações físicas e mentais também.

As emoções dos adolescentes ficam à flor da pele. Não é para menos! As alterações hormonais típicas da puberdade mudam a forma do adolescente pensar, sentir e agir, o que pode ser um gerador de conflitos.

Nesse momento tão delicado, pais, educadores e os próprios adolescentes precisam aprender a lidar com essa fase conflituosa. Quer saber como tornar isso possível? Confira as dicas!

Esteja aberto a mudanças

Pais e professores precisam estar abertos a mudanças. Um convívio saudável com o adolescente parte do princípio da aceitação das diferenças e respeito às mudanças que ocorrem nessa etapa. As alterações físicas e comportamentais na adolescência são naturais. Não veja isso como um bicho de sete cabeças!

Tenha empatia e sensibilidade

Ser adolescente não é fácil! Mudanças no corpo, confusão sentimental, desajuste na convivência, baixa aceitação pessoal, distorção da própria imagem, bullying na escola, problemas de relacionamento, desenvolvimento da sexualidade, entre outros aspectos tornam essa fase repleta de conflitos internos e externos. Para lidar com esse momento, é indispensável ter empatia e sensibilidade. Não julgue o adolescente. Acolha-o!

Busque orientação psiquiátrica

A adolescência é um período propício ao desenvolvimento de distúrbios psiquiátricos, como transtornos do humor, transtornos alimentares, transtornos do uso de substâncias psicoativas, transtornos de conduta, transtornos psicóticos e transtornos psicóticos.

Tais problemas mentais podem levar a pessoa ao isolamento social, comportamento impulsivo e, até mesmo, tendência suicida. Daí a importância de buscar orientação e apoio psiquiátrico para lidar com os conflitos na adolescência. Todos esses distúrbios podem ser tratados com medicação e psicoterapia.

Ouça o adolescente

O diálogo é muito importante na adolescência. Dar conselhos e impor regras sem ouvir as opiniões e reivindicações do adolescente não é uma estratégia eficiente para lidar com os conflitos na adolescência. Alguém que não tem espaço para argumentar e discordar, dificilmente tem a possibilidade de crescer e amadurecer, portanto, vale a pena dar voz ao adolescente.

Estabeleça limites

Adolescentes, de modo geral, desejam privacidade, liberdade, autonomia. É importante que, gradualmente, eles conquistem esses benefícios, no entanto, é crucial que limites sejam estabelecidos durante o processo.

A permissividade total deve ser evitada, assim como o autoritarismo excessivo. Encontre o equilíbrio e aumente as concessões à medida que o adolescente se revela responsável, confiável e maduro.

Estreite os laços com o adolescente

É comum que adolescentes se isolem do mundo e se distanciem das pessoas que mais o amam. Se isso ocorrer, é fundamental tentar se aproximar e estreitar os laços com ele.

Quebre as barreiras no relacionamento e mostre para o adolescente que ele pode contar com você. Esteja aberto para conversar e esclarecer dúvidas, conheça os hobbies e amigos do seu filho, evite a postura hierárquica e adote uma atitude positiva e amistosa. Isso vai fazer toda diferença!

Quer saber mais sobre adolescência? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

Dra. Aline Rangel, médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga

Sobre a autora

Dra. Aline Rangel

CRM-SP 132.102 | RQE 39.196

Médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga.

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizou Residência Médica em Psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da Universidade do Brasil (IPUB/UFRJ).

Especialista em Sexualidade Humana pelo Programa de Estudos em Sexualidade (PRO-SEX), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPq/HC-FMUSP). Especialista em Farmacodependências e Dependências Comportamentais pelo PROJAD/UNIFESP. Especialista em Sono pelo Instituto do Sono/UNIFESP.

Mestre em Psicobiologia pela UNIFESP. Doutora em Psicologia, com ênfase em Sexualidade e Estudos de Gênero, pela UCES.

Sua prática integra psiquiatria, psicoterapia e sexualidade humana, com cuidado baseado em ciência e presença.

Atendimento presencial em São Paulo e por telemedicina para todo o Brasil.

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