Síndrome de Burnout: quem são os trabalhadores mais atingidos e como prevenir

Ficar cansado do trabalho ou da rotina diária é normal. Porém, quando esse cansaço vem acompanhado de um esgotamento emocional,...

Ficar cansado do trabalho ou da rotina diária é normal. Porém, quando esse cansaço vem acompanhado de um esgotamento emocional, físico e muito estresse, é hora de começar a se preocupar, pois esses podem ser os primeiros indícios da Síndrome de Burnout.

Neste post, entenderemos um pouco mais sobre o assunto. Confira!

O que é a Síndrome de Burnout?

Também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, trata-se de um transtorno psíquico caracterizado por um estado físico, emocional e mental de exaustão extrema, resultado do acúmulo excessivo em situações de trabalho que são emocionalmente exigentes e/ou estressantes, que demandam muita competitividade ou responsabilidade.

A principal causa da doença é justamente o excesso de trabalho. Por isso, ela se manifesta especialmente em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso.

Entre os principais profissionais afetados estão:

  • médicos;
  • enfermeiros;
  • professores;
  • agentes penitenciários;
  • bombeiros;
  • policiais;
  • mulheres que enfrentam dupla jornada;
  • jornalistas;
  • advogados;
  • atendentes de telemarketing;
  • bancários;
  • executivos;
  • profissionais da área de assistência social;
  • profissionais da área de recursos humanos.

É importante ressaltar que a doença não está somente relacionada com o ambiente de trabalho. Muitas vezes, as tarefas da faculdade ou, até mesmo, as de casa podem ocasionar o problema.

Quais são os sintomas e o diagnóstico?

O principal sintoma é o esgotamento físico, mental e psicológico. Muitas vezes, leva a atitudes negativas, como ausências no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo e baixa autoestima.

Dor de cabeça frequente, alterações no apetite, insônia, pressão alta, dores musculares, problemas gastrointestinais e alterações nos batimentos cardíacos também podem ser sinais da Síndrome de Burnout.

O diagnóstico da doença é feito com base no histórico do paciente, seu envolvimento e realização pessoal com o trabalho. Amigos próximos e familiares podem ser bons pilares no início, ajudando o paciente a reconhecer sinais de que precisa de ajuda. 

Como é o tratamento da síndrome?

O tratamento tem como objetivo melhorar a qualidade de vida do paciente. Normalmente, ele é feito com a ajuda da psicoterapia, mas também pode envolver medicamentos (antidepressivos e/ou ansiolíticos). Atividade física regular e exercícios de relaxamento também ajudam a controlar os sintomas.

Mais do que tratar, é preciso prevenir o aparecimento da síndrome de Burnout. Por isso, de acordo com o Ministério da Saúde, alguns cuidados diários podem ajudar a levar uma vida mais leve:

  • defina pequenos objetivos na vida profissional e pessoal;
  • participe de atividades de lazer com amigos e familiares;
  • faça atividades que “fujam” à rotina diária, como passear, comer em restaurante ou ir ao cinema;
  • evite o contato com pessoas “negativas”, especialmente aquelas que reclamam do trabalho ou dos outros;
  • converse com alguém de confiança sobre o que se está sentindo;
  • faça atividades físicas regulares — academia, caminhada, corrida, bicicleta, natação;
  • evite consumo de bebidas alcoólicas, tabaco ou outras drogas, porque só piora a confusão mental;
  • não se automedique nem tome remédios sem prescrição médica.


Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como
psiquiatra em São Paulo!

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