Os dois principais tipos de TOC e como reconhecê-los

Quando alguém tem comportamento repetitivo, muitas pessoas costumam associar o padrão a um problema psiquiátrico. Referem-se do conhecido TOC, sigla...

Quando alguém tem comportamento repetitivo, muitas pessoas costumam associar o padrão a um problema psiquiátrico. Referem-se do conhecido TOC, sigla utilizada para o transtorno obsessivo-compulsivo.No entanto, para ser, de fato, considerada um sintoma de TOC, a conduta precisa ser acompanhada de preocupação excessiva. Desmedida a ponto de desencadear desconforto mental e falta de controle no impulso de executar determinada tarefa.Assim, essa disfunção é caracterizada pela recorrência de pensamentos e comportamentos compulsivos e repetitivos. Ocorre, então, uma carga considerável de sofrimento para o indivíduo acometido.Sendo assim, essa condição de saúde mental é reconhecida como um transtorno psiquiátrico de ansiedade. Consta na Classificação Internacional de Doenças (CID) e no Manual Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais (DSM-V).Esses documentos não estabelecem subtipos para o transtorno obsessivo-compulsivo. Entretanto, psiquiatras e psicólogos concordam que o problema se apresenta de forma distinta de pessoa para pessoa.Este artigo, trata dos dois principais tipos de TOC e como podem ser reconhecidos.

TOC caracterizado pelos comportamentos ritualísticos

O transtorno de espectro obsessivo-compulsivo pode ser caracterizado pelos chamados rituais. Diante disso, a pessoa acredita que alguma coisa ruim vai acontecer se não executar determinada atividade.O pensamento e o comportamento são guiados pelo medo. Em geral, indivíduos que apresentam esse tipo de TOC estão sempre verificando se não deixaram um eletrodoméstico ligado, por medo de causar um acidente. Ou, simplesmente, lavam repetidamente as mãos, porque receiam contrair alguma doença.Nesse tipo de manifestação do transtorno, pode haver também a ocorrência de pensamentos intrusos que se referem a fazer mal a alguém ou quebrar regras sociais. Qualquer pessoa pode ter tais pensamentos de vez em quando. No entanto, quem tem TOC fica tomado pelo medo de que tais ideias se tornem realidade.Para reconhecer o TOC com comportamentos ritualísticos, deve-se ficar atento a:
  • constante necessidade de verificar as coisas;
  • necessidade de organizar e alinhar objetos de forma repetitiva;
  • necessidade de limpar constantemente objetos e superfícies que, por vezes, já estão limpas;
  • necessidade de sempre contar itens e etapas.

TOC caracterizado pelos tiques involuntários

Pesquisadores norte-americanos descobriram, na década passada, que há uma estreita relação do TOC com a síndrome de Tourette. Eles observaram que um número considerável de pessoas com transtorno obsessivo-compulsivo apresentam tiques involuntários.Para melhor compreensão do quadro, é preciso explicar algo sobre o indivíduo acometido da síndrome de Tourette. Ele experimenta tiques motores e vocais crônicos que ainda são pouco explicados pela medicina. Por isso, especialistas da área da psiquiatria acreditam que o problema tenha relação com disfunções neurológicas.Sendo assim, a pessoa acometida de TOC com tiques sempre repetirá um comportamento involuntário. Pode ser um movimento corporal, como piscar os olhos ou sacudir a cabeça. Geralmente, é companhado de uma manifestação vocal.No caso de ambos os tipos de TOC, é preciso estar ciente de que o melhor caminho é o acolhimento e a compreensão em relação ao problema da pessoa.Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

Uma avaliação pode ajudar a compreender o que está acontecendo

Uma avaliação psiquiátrica cuidadosa considera sintomas, contexto de vida e possíveis condições associadas para definir, em conjunto, os próximos passos do cuidado. Atendimento presencial em São Paulo e por telemedicina para todo o Brasil.

O WhatsApp é um canal administrativo e não oferece orientação médica. Em caso de emergência, procure atendimento de urgência ou ligue 192.

Dra. Aline Rangel, médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga

Sobre a autora

Dra. Aline Rangel

CRM-SP 132.102 | RQE 39.196

Médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga.

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizou Residência Médica em Psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da Universidade do Brasil (IPUB/UFRJ).

Especialista em Sexualidade Humana pelo Programa de Estudos em Sexualidade (PRO-SEX), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPq/HC-FMUSP). Especialista em Farmacodependências e Dependências Comportamentais pelo PROJAD/UNIFESP. Especialista em Sono pelo Instituto do Sono/UNIFESP.

Mestre em Psicobiologia pela UNIFESP. Doutora em Psicologia, com ênfase em Sexualidade e Estudos de Gênero, pela UCES.

Sua prática integra psiquiatria, psicoterapia e sexualidade humana, com cuidado baseado em ciência e presença.

Atendimento presencial em São Paulo e por telemedicina para todo o Brasil.

Conheça minha formação

Continue lendo sobre o assunto

Mulher de costas, com cabelo castanho-escuro e blusa clara, apoiando a mão na cabeça diante de materiais de trabalho.

Ansiedade emocional: o que é, sintomas e tratamento

Entenda os 7 sintomas principais e como ela afeta pensamentos...
Dois adolescentes de costas, uma jovem parda de cabelos crespos e um rapaz, ilustram a diversidade do neurodesenvolvimento no TDAH e no TEA

Qual é a diferença entre TDAH e autismo? Eles podem coexistir?

TDAH e TEA podem ter características semelhantes e coexistir. Veja...
mulher sobrecarregada no ambiente de trabalho

Depressão no trabalho: sintomas, burnout e tratamento

Conheça 16 sinais possíveis de depressão no trabalho, as diferenças...

Receba mais conteúdos