Hiperfagia: quando comer demais é sintoma de sofrimento mental

Uma alimentação desbalanceada, rica em alimentos gordurosos, pode causar graves distúrbios ao organismo. Contudo, existem casos em que a necessidade...

Uma alimentação desbalanceada, rica em alimentos gordurosos, pode causar graves distúrbios ao organismo. Contudo, existem casos em que a necessidade excessiva de ingerir alimentos ocorre em função de um transtorno emocional. Esse aumento do apetite ou da ingestão alimentar pode ser chamado de hiperfagia e precisa ter suas causas investigadas.Você conhece esse problema? Sabe qual é a causa? Então, fique atento e continue a leitura do artigo para aprender tudo sobre o assunto.

O que é hiperfagia?

Hiperfagia é um sintoma de aumento do apetite ou da ingestão alimentar, não um transtorno mental independente. Pode ocorrer por motivos clínicos, medicamentosos ou psicológicos.Hiperfagia não equivale a bulimia nervosa nem a transtorno de compulsão alimentar. Esses diagnósticos dependem de características adicionais, como perda de controle e, na bulimia, comportamentos compensatórios recorrentes.

Quais são as causas?

O aumento do apetite pode estar associado a medicamentos, alterações do sono, condições clínicas e transtornos mentais. Situações de estresse podem contribuir, mas não explicam todos os casos.A hiperfagia pode ocorrer em pessoas com diferentes pesos. Ansiedade, depressão e dificuldades na regulação emocional podem coexistir, mas o peso corporal não permite diagnosticar compulsão alimentar.

Quais são os sintomas?

O principal sinal é o aumento persistente ou episódico do apetite ou da ingestão de alimentos. Quando há episódios de ingestão excessiva acompanhados de perda de controle, deve-se investigar transtorno de compulsão alimentar.Mudanças no peso, no humor ou em indicadores metabólicos podem coexistir, mas não são critérios necessários para identificar hiperfagia.

Como diagnosticar?

A avaliação pode envolver clínico, endocrinologista, psiquiatra e nutricionista, conforme a suspeita de causas médicas ou psiquiátricas.A investigação considera apetite, frequência e contexto dos episódios, perda de controle, medicamentos em uso e possíveis condições clínicas ou emocionais associadas.Relatos de aumento da ingestão, mudança de peso ou alimentação escondida indicam necessidade de avaliação, mas não confirmam, isoladamente, um transtorno alimentar.

Como é o tratamento?

O tratamento depende da causa identificada. Quando há transtorno de compulsão alimentar, podem ser indicadas psicoterapias específicas e, em situações selecionadas, medicamentos. Outras causas exigem abordagens próprias.Os sintomas podem melhorar com cuidados individualizados, que também podem incluir orientação nutricional e tratamento das condições clínicas ou emocionais associadas.Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

Uma avaliação pode ajudar a compreender o que está acontecendo

Quando a relação com a alimentação traz sofrimento, uma avaliação psiquiátrica pode investigar o comportamento alimentar, possíveis condições associadas e o cuidado indicado para cada pessoa.

A Dra. Aline Rangel atende presencialmente em São Paulo e por telemedicina em todo o Brasil.

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Dra. Aline Rangel, médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga

Sobre a autora

Dra. Aline Rangel

CRM-SP 132.102 | RQE 39.196

Médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga.

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizou Residência Médica em Psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da Universidade do Brasil (IPUB/UFRJ).

Especialista em Sexualidade Humana pelo Programa de Estudos em Sexualidade (PRO-SEX), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPq/HC-FMUSP). Especialista em Farmacodependências e Dependências Comportamentais pelo PROJAD/UNIFESP. Especialista em Sono pelo Instituto do Sono/UNIFESP.

Mestre em Psicobiologia pela UNIFESP. Doutora em Psicologia, com ênfase em Sexualidade e Estudos de Gênero, pela UCES.

Sua prática integra psiquiatria, psicoterapia e sexualidade humana, com cuidado baseado em ciência e presença.

Atendimento presencial em São Paulo e por telemedicina para todo o Brasil.

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