Ansiedade generalizada: sintomas, causas e tratamento

Conhecida popularmente por meio da sigla TAG, o transtorno da ansiedade generalizada é um transtorno psiquiátrico caracterizado por uma preocupação...

Conhecida popularmente por meio da sigla TAG, o transtorno da ansiedade generalizada é um transtorno psiquiátrico caracterizado por uma preocupação excessiva ou expectativa apreensiva constante na vida de um indivíduo, que perdura por um período igual ou superior a seis meses e é acompanhada de outros sintomas, como tensão muscular, inquietação, fadiga, irritabilidade e dificuldade de concentração.

Vale ressaltar que trata-se de um transtorno que pode atingir toda e qualquer pessoa em qualquer faixa etária. O problema possui, no entanto, uma incidência maior na vida adulta entre pessoas do gênero feminino.

Quais são as causas da ansiedade generalizada?

Assim como um grande número de doenças mentais, não existem causas conhecidas que desencadeiam o transtorno da ansiedade geral. Acredita-se, porém, que a TAG esteja relacionada à química dos neurotransmissores no cérebro, a exemplo da serotonina e da noradrenalina.

Além disso, também existe a hipótese de que a doença esteja relacionada a fatores internos (questões genéticas) e externos, tais como nível de estresse e qualidade de vida do indivíduo.

É importante ressaltar, ainda, que doenças concomitantes é que levam a uma preocupação constante com o futuro, e o abuso de substâncias lícitas, como o álcool e a nicotina, e ilícitas, como a cocaína, também podem desencadear o TAG.

Sintomas

Somados aos que foram mencionados no começo do artigo (tensão muscular, inquietação, etc), alterações na rotina de sono, com dificuldade em dormir, falta de ar, aumento da pressão arterial, alterações de hábitos intestinais, dores de cabeça , palpitações também estão entre os sintomas mais comuns e, sobretudo, uma expectativa apreensiva sobre várias questões e situações da vida.

Diagnóstico e tratamento do transtorno

Para a obtenção do diagnóstico, é necessário que haja uma avaliação criteriosa do paciente, que deve considerar não somente os sintomas como também o histórico de vida do mesmo. Com a análise minuciosa, é possível assegurar que o TAG não seja confundido com outros distúrbios, como a síndrome do pânico, por exemplo.

Durante a fase do diagnóstico, o profissional fará perguntas como “qual a quantidade de estresse que encara em seu dia a dia profissional?”, “com que frequência você se sente ansioso?”, “estas preocupações envolvem várias questões e área da sua vida?”, dentre diversos outros questionamentos importantes e estratégicos para a avaliação. Por esse motivo, não se deve estranhar as questões, mas sim encará-las como uma ferramenta de diagnóstico extremamente útil para a detecção do problema.

Após o diagnóstico, o especialista definirá o tratamento adequado, que geralmente inclui a terapia comportamental cognitiva e o uso de remédios de caráter ansiolítico ou antidepressivo. Depois de cessados os sintomas do transtorno da ansiedade generalizada, o tratamento costuma ser mantido durante cerca de seis a doze meses, sendo que o abandono dos medicamentos é feito de forma gradativa e coerente com as necessidades e particularidades de cada paciente.

Por fim, deve-se ter em mente que realizar o tratamento psiquiátrico adequado é fundamental: caso contrário, pode ocorrer uma série de complicações, que incluem problemas digestivos ou intestinais, bruxismo (desgaste dos dentes pelo rangimento), problemas para dormir, abuso de substâncias que podem levar ao vício e mesmo quadros sérios de depressão.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

Dra. Aline Rangel, médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga

Sobre a autora

Dra. Aline Rangel

CRM-SP 132.102 | RQE 39.196

Médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga.

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizou Residência Médica em Psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da Universidade do Brasil (IPUB/UFRJ).

Especialista em Sexualidade Humana pelo Programa de Estudos em Sexualidade (PRO-SEX), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPq/HC-FMUSP). Especialista em Farmacodependências e Dependências Comportamentais pelo PROJAD/UNIFESP. Especialista em Sono pelo Instituto do Sono/UNIFESP.

Mestre em Psicobiologia pela UNIFESP. Doutora em Psicologia, com ênfase em Sexualidade e Estudos de Gênero, pela UCES.

Sua prática integra psiquiatria, psicoterapia e sexualidade humana, com cuidado baseado em ciência e presença.

Atendimento presencial em São Paulo e por telemedicina para todo o Brasil.

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