Comportamento compulsivo: como identificar?

O comportamento compulsivo é composto por hábitos que são seguidos repetidamente, em busca de alívio para a ansiedade ou angústia....

O comportamento compulsivo é composto por hábitos que são seguidos repetidamente, em busca de alívio para a ansiedade ou angústia. As ações são realizadas tantas vezes que se tornam automáticas e naturais para quem tem a compulsão.

Marcado pelo excesso e pelo descontrole, esse transtorno pode comprometer efetivamente o bem-estar físico e a saúde emocional. A adaptação social também pode ser prejudicada pelas compulsões.

Você tem algum tipo de compulsão? Desconfia que alguém próximo é compulsivo? Leia nosso artigo e descubra quais são os principais indícios desse problema.

Comportamento compulsivo e o controle dos desejos

A pessoa que sofre de comportamento compulsivo tem dificuldade para controlar os desejos. Por conta disso, age impulsivamente, sem se preocupar se isso trará consequências negativas para a vida dela. O compulsivo por sexo, por exemplo, tem o apetite sexual latente, e isso pode o levar a praticar masturbação, acessar pornografia ou ter relações sexuais a qualquer hora, em qualquer lugar e com qualquer pessoa só para nutrir o desejo incontrolável.

Vergonha e culpa

Ceder à compulsão pode trazer prazer e alívio momentâneos, porém, passado um tempo, é possível sentir um vazio, vergonha e sentimento de culpa em decorrência do ato praticado. Na compulsão alimentar, isso é muito comum, já que o indivíduo que tem o problema, mesmo sem fome biológica, acaba comendo descontroladamente, o que pode produzir forte arrependimento e autopenalização resultantes em diversos transtornos alimentares.

Mentiras sobre a compulsão

O comportamento compulsivo é, muitas vezes, involuntário e automatizado. A pessoa faz algo e o repete inúmeras vezes porque está acostumada. Embora não tenha real noção de que se trata de uma doença, ela mente sobre a compulsão como forma de se proteger dos julgamentos. No fundo, sabe que está fora dos padrões sociais desejados. É por conta disso que um compulsivo por compras mente sobre o preço real dos produtos e esconde da família as novas sacolas.

Utilização excessiva do termo “eu preciso”

As pessoas compulsivas não possuem necessidade física e emergencial de praticar a compulsão, entretanto elas sentem que precisam daquilo agora, como se fosse uma questão de vida ou morte. Enquanto quem está de fora enxerga algo como supérfluo, o compulsivo entende que o objeto da compulsão é item de primeira importância.

Irritação de não praticar o ato compulsivo

Assim como um dependente químico fica irritado quando está em abstinência de drogas, o compulsivo, seja qual for a compulsão, pode demonstrar irritabilidade e agressividade quando está impossibilitado de praticar o ato compulsivo. Para que maiores danos não sejam causados, é importante buscar auxílio psiquiátrico, a fim de tratar e controlar o problema.

Alterações nas atitudes e pensamentos

Quem tem comportamento compulsivo apresenta mudanças nas atitudes e pensamentos. Ela cultiva rituais e repetições, pode ter preocupações excessivas e apresentar obsessão, medo, dúvida, desconforto, aflição, culpa e outros sentimentos negativos. Tudo isso afeta negativamente o bem-estar mental e social da pessoa compulsiva.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

Dra. Aline Rangel, médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga

Sobre a autora

Dra. Aline Rangel

CRM-SP 132.102 | RQE 39.196

Médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga.

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizou Residência Médica em Psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da Universidade do Brasil (IPUB/UFRJ).

Especialista em Sexualidade Humana pelo Programa de Estudos em Sexualidade (PRO-SEX), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPq/HC-FMUSP). Especialista em Farmacodependências e Dependências Comportamentais pelo PROJAD/UNIFESP. Especialista em Sono pelo Instituto do Sono/UNIFESP.

Mestre em Psicobiologia pela UNIFESP. Doutora em Psicologia, com ênfase em Sexualidade e Estudos de Gênero, pela UCES.

Sua prática integra psiquiatria, psicoterapia e sexualidade humana, com cuidado baseado em ciência e presença.

Atendimento presencial em São Paulo e por telemedicina para todo o Brasil.

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