antidepressivos

Plano individualizado de tratamento da depressão

Plano individualizado de tratamento da depressão

A depressão é uma condição complexa, caracterizada essencialmente por uma sensação de mal-estar, de desconforto, de ansiedade e/ou de tristeza (humor disfórico). Apresenta sinais e sintomas cuja intensidade e duração prejudicam a qualidade de vida, resultando em prejuízo nas funções que desempenhamos nas diferentes esferas da nossa vida (auto-cuidado, cognição, relacionamentos sociais, trabalho, etc). Citei aspectos individuais de cada pessoa que nos procura, desta forma, o plano de tratamento da depressão também deve ser individualizado.

Por que o tratamento da depressão pode falhar?

Portadores de depressão frequentemente descontinuam o tratamento, em função dos efeitos indesejáveis dos medicamentos. Aproximadamente um terço deles interrompe abruptamente o antidepressivo durante o primeiro mês; mais de 44% descontinuam ao longo dos três meses iniciais. Náusea e cefaléia são os principais efeitos que levam a descontinuação no primeiro mês. Nos segundo e terceiro meses, esses efeitos são fadiga, visão turva, dificuldade para adormecer, ansiedade, alterações do apetite e ganho de peso. Diminuição da libido, retardo da ejaculação, orgasmo e até anorgasmia podem ser referidos, especialmente quando interrogados de forma direta pelo psiquiatra. Essa fraca adesão responde por grande parte das das falhas do tratamento.

Tipo de relacionamento entre o médico e o paciente, características sociodemográficas, gravidade do quadro, efeitos adversos, nível educacional e tipo de personalidade do paciente, além do perfil do tratamento escolhido, são fatores que podem  interferir de diferentes formas à adesão ao tratamento. Efeitos adversos, falta de de orientação do paciente e má qualidade da relação médico-paciente são os mais significativos.

O perfil de cada paciente deve ser avaliado, para nortear, entre outros aspectos, as escolhas do antidepressivo com maior probalidade de adesão.

Como tornar individualizado o tratamento para a depressão?

A eficácia e a tolerabilidade dos antidepressivos já estão bastante documentadas, reconhecendo-se que eles não diferem em eficácia. A questão é para quem ele será prescrito. A tolerabilidade e o perfil farmacocinético, entendidos como “os efeitos colaterais”, são os fatores diferencias, para indicar-se este ou aquele, para cada caso.

Os pacientes devem receber informação sobre a hipótese diagnóstica, as possíveis causas e os mecanismos de ação dos tratamentos disponíveis. O plano de tratamento de incluir farmacoterapia, psicoterapia e outras intervenções, escolhidas após consideração cuidadosa dos fatores individuais (preferência e histórico do paciente, tratamentos anteriores, gravidade da doença, comorbidades, risco de suicídio, disponibilidade de métodos de tratamento, tempo de espera para psicoterapia e custos).

A remissão dos sintomas é a meta-padrão do tratamento da depressão do tratamento da depressão, objetivando-se: resolução dos sintomas emocionais e físicos; restauração da capacidade plena de funcionamento; retorno ao trabalho, aos hobbies e aos interesses pessoais; e retomada dos relacionamentos interpessoais.

Subnotificação da depressão

Lamentavelmente, a depressão segue subdiagnosticada. Segundo pesquisa publicada na Revista Brasileira de Psiquiatria, nossos serviços de cuidados primários (Unidades Básicas de Saúde principalmente) e serviços médicos gerais, 30% a 50% dos casos não são diagnosticados. A Associação Médica Brasileira avalia que os principais motivos para tal são o preconceito em relação à doença e o descrédito dos pacientes no tratamento. No caso dos médicos, os principais motivos são falta de experiência ou de tempo, descrença em relação à efetividade do tratamento, reconhecimento apenas dos sintomas físicos da depressão e avaliação dos sintomas de depressão exclusivamente como uma reação “natural”.

 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

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Posted by Dra. Aline Rangel in Depressão, Todos
Se sentindo sem energia e ânimo? Você pode ter depressão

Se sentindo sem energia e ânimo? Você pode ter depressão

Perda de emprego ou de uma pessoa próxima, dificuldades de relacionamento, problemas financeiros ou qualquer mudança indesejada nos padrões de vida podem estar associados a um profundo mal-estar físico, emocional e até mesmo à depressão. Em qualquer idade ou momento ela pode se manifestar, ocasionada pela combinação de fatores genéticos, psicológicos e ambientais.

Considerada uma doença psiquiátrica, é caracterizada por alteração da maneira como a pessoa pensa e sente, além de afetar o comportamento social  e o senso de bem-estar físico.

Quando os sentimentos de tristeza, falta de energia e ânimo permanecem por semanas a fio, aumentam em intensidade e começam a interferir no trabalho, na vida estudantil ou nos relacionamentos sociais, incluindo o familiar, pode-se tratar de depressão.

Sinais e sintomas da depressão

Para identificar a doença, é possível analisar se há a alterações no modo de vida, por meio dos sinais e sintomas seguintes:

  •     Pensamentos: pacientes depressivos relatam problemas de concentração e tomada de decisões, perda de memória recente e de lapsos de memória frequentes, além de pensamentos negativos. São comuns também baixa auto-estima, sensação excessiva de culpa e autocrítica. Nos casos mais graves, os pacientes apresentam pensamentos autodestrutivos, como vontade de se suicidar.
  •     Sentimentos: tristeza sem motivo identificável, não ter mais prazer na realização de atividades que anteriormente sentia e falta motivação para fazer qualquer coisa são comuns em pessoas depressiva.  Às vezes, está presente irritabilidade e pode haver dificuldade em controlar o temperamento.
  •     Comportamento: alguns pacientes não se sentem confortáveis na presença de outras pessoas, de maneira que evitam situações sociais. A doença também afeta na produtividade no trabalho e em casa. Algumas vezes, a pessoa não consegue nem se levantar da cama, pela manhã, para fazer alguma atividade. É comum também apresentar mudanças em relação ao apetite, podendo estar aumentado ou diminuído. Devido à tristeza crônica, é comum a presença de choro constante. O desejo sexual pode desaparecer, o que resulta em ausência de atividade sexual. Nos casos mais graves, o indivíduo passa a negligenciar a si mesma, evitando realizar até mesmo higiene pessoal.
  •     Bem-estar físico: alguns pacientes não conseguem dormir, ficando acordados por horas ou acordando várias vezes durante a noite. Em outros casos, eles costumam dormir em excesso, inclusive durante o dia, embora continuem tendo a sensação de estarem cansados. Muitos se queixam de dores por todo o corpo e fadiga crônica.

Diagnóstico e tratamento

Você precisará falar sobre isso com um profissional da saúde sobre isso, ok? Isso pode soar embaraçoso, inútil ou estigmatizado, mas lembre sempre que toda a sua interpretação do que está acontecendo e como sair disso poderão estar comprometidos pela própria depressão. A avaliação de um médico generalista ou de um especialista, como o psiquiatra, é muito necessária. No seu primeiro contato será feita uma entrevista que incluirá histórico do paciente, conflitos, sentimentos e sintomas, bem como alguns exames, poderá diagnosticar o problema.

Na maioria das vezes, o tratamento da depressão é feito de forma conjunta com medicamentos e uma conversa terapêutica e psicoterapia. Existem diversos medicamentos antidepressivos que ajudam a regular a bioquímica cerebral, e o médico definirá o mais indicado para o paciente.

O acompanhamento psicológico, além de buscar levantar os conflitos e consequências relacionadas ao problema, é fundamental, porque os remédios demoraram um tempo para fazer efeito, mas sobretudo existem determinantes emocionais e psicodinâmicos que precisam ser identificados e suficientemente elaborados pela pessoa.

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Posted by Dra. Aline Rangel in Depressão
Como escolher um psiquiatra

Como escolher um psiquiatra

Um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que os transtornos mentais atingem cerca de 10% da população mundial, o que corresponde a mais de 700 milhões de pessoas.

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 46 milhões de pessoas sofrem de transtornos mentais. Em relação ao tratamento, o órgão do governo federal estima que 3% da população brasileira necessita de cuidados contínuos em saúde mental, devido a transtornos severos e persistentes, e 9% precisam de atendimentos eventuais.

Esses dados mostram a importância do acesso a serviços de saúde mental e a profissionais especializados, para que essa população receba o diagnóstico e o tratamento adequado. Esclareceremos abaixo algumas questões para ajudar na escolha de um psiquiatra qualificado e de confiança.

Como o psiquiatra atua

Ele é o profissional capacitado para diagnosticar problemas de ordem mental e somente com ele o tratamento pode ser feito à base de medicamentos. Depressão, ansiedade,  transtorno obsessivo compulsivo (TOC), bipolaridade e transtornos sexuais são alguns dos transtornos mentais que levam as pessoas a buscar tratamento psiquiátrico.

Este especialista pode atuar efetivamente em todos os diagnósticos de transtornos mentais – sejam eles leves, moderados ou graves. Um dos focos do tratamento com um psiquiatra é melhorar os aspectos funcionais da vida diante de uma determinada doença mental e, depois, tratar de forma gradativa e progressiva o problema.

A busca por um tratamento psiquiátrico muitas vezes acontece de forma tardia, devido ao estigma que ainda ronda as pessoas que sofrem de transtornos mentais. Além disso, a falta de informações faz com que os pacientes e seus familiares tenham dificuldade em entender a necessidade de procurar um especialista.

Qualquer sofrimento psíquico que esteja atrapalhando a vida do indivíduo merece uma avaliação psiquiátrica para verificar se isso representa, ou não, uma doença mental.

Quando procurar atendimento?

O profissional de psiquiatria deve ser procurado quando se apresenta sintomas que prejudiquem a vida, tanto no campo profissional quanto social como alterações de sono, de alimentação, cuidados com a higiene pessoal, apatia e falta de ânimo para atividades do dia a dia, pensamentos de morte ou suicídio, alucinações ou delírios.

Como escolher?

Na hora de escolher o profissional, verifique se ele possui registro no Conselho Federal de Medicina (CFM) e esteja com esse número ativo. Além disso, o profissional deve ter uma numeração do Registro de Qualificação de Especialidade (RQE), que confirma a prática de residência médica em psiquiatria. Todos esses dados podem ser consultados no site de cada conselho regional.

É importante buscar ainda referências ou indicações com outros pacientes e, até mesmo, profissionais de saúde, para checar se o perfil desse profissional está de acordo com o seu.

Fique atento também aos dias, horários, locais de atendimento e de telemedicina. Os transtornos mentais são doenças crônicas, por isso, os tratamentos são por todo uma vida, ou mesmo a longo prazo.

Escolher um profissional que se encaixe na sua rotina, que possa ser encontrado com regularidade, que esteja próximo do seu trabalho ou casa, são fundamentais para o sucesso terapêutico.

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Tratamento para Depressão: ele funciona!

Tratamento para Depressão: ele funciona!

O que você precisa saber sobre opções de tratamento e medicação

Muitos de vocês, como eu, seguem várias fontes de notícias ao longo do dia. Seja rádio, televisão, sites de notícias eletrônicas ou mídias digitais, existem inúmeras maneiras pelas quais as pessoas podem acessar informações com facilidade 24 horas por dia, sete dias por semana. Essa proliferação de informações é maravilhosa – mas pode ser avassaladora e, em alguns casos – especialmente em questões de saúde mental – imprecisa ou simplesmente inverídica.

Mais recentemente, fiquei impressionada com entrevistas recentes com pessoas que não são profissionais de saúde mental que discutem a depressão sem ter uma formação profissional no campo. Esses autores se colocam  em uma plataforma pública para discutir o tratamento da depressão e o que “funciona” e o que “não funciona” – e embora muito “pareça” convincente e factual – em muitos casos, não é – e isso pode seja muito perigoso.

Como é o plano de tratamento da Depressão

Como psiquiatra praticante por muitos anos, posso atestar o fato de que os tratamentos para depressão funcionam e que aqueles que sofrem com depressão precisam ser informados sobre o que esperar durante o tratamento. Existem muitas pesquisas baseadas em evidências para mostrar que a medicação e a terapia são uma maneira poderosa e eficaz de tratar a depressão. De fato, o tratamento da depressão geralmente é um tratamento combinado, não muito diferente do tratamento para hipertensão ou enxaqueca. É importante saber que, embora apenas a medicação e a psicoterapia (terapia cognitivo-comportamental, terapia interpessoal, psicanálise, etc) possam aliviar os sintomas depressivos, é uma combinação de medicação e psicoterapia que foi associada a taxas de melhoria significativamente mais altas em doenças mais graves, crônicas, e apresentações complexas de depressão.

É fundamental que alguém que sofre de depressão seja informado sobre as opções de tratamento e tenha um médico ou terapeuta que discuta claramente que tipos de medicamentos estão disponíveis, como gerenciar a falta de eficácia ou efeitos colaterais e como trabalhar com o paciente para garantir que os medicamentos sejam eficazes. Muitas pessoas me disseram que a medicação salvou suas vidas; quase todos desejavam tê-las experimentado antes. E a grande maioria as tolera muito bem. Também é importante entender o que são as psicoterapias, como elas diferem em termos de base de evidências e quão importante é tentar a terapia e encontrar uma que funcione melhor para você, em vez de permanecer na terapia por anos sem alívio dos sintomas. A terapia geralmente não é fácil e exige muito esforço e comprometimento. Mas funciona e já vi muitas pessoas encontrarem alívio da depressão e prosperarem. Um médico disponível e receptivo é uma necessidade absoluta, e visitas frequentes de acompanhamento para garantir que o plano de tratamento esteja correto e funcionando (e para modificar o plano, se necessário) também são essenciais.

O problema do estigma sobre Transtornos Mentais

Ainda como sociedade, sentimos vergonha ao falar sobre transtornos mentais. É difícil e às vezes impossível para as pessoas procurarem a ajuda de que precisam. O suicídio é a segunda principal causa de morte em nossa população adulta jovem. Lembre-se: estar informado sobre as opções de tratamento é a chave para encontrar o tratamento certo para você ou para um ente querido. Você pode aprender sobre as opções de medicação e terapia visitando outros posts do meu blog.

Os tratamentos de depressão funcionam e podem melhorar significativamente a qualidade de vida. Este período de quarentena é um momento maravilhoso para nos comprometermos a nos educar sobre as opções de tratamento. Vamos nos comprometer a fazer perguntas, aprender e manter-se informado sobre a pesquisa e os tratamentos atuais. Isso ajudará à quebra do estigma em torno dos problemas de saúde mental e garantirá que as pessoas encontrem o tratamento de que precisam hoje e continuem a trabalhar como uma sociedade para obter melhores tratamentos amanhã.

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Tudo que você precisa saber sobre antidepressivos

Tudo que você precisa saber sobre antidepressivos

Os antidepressivos, como o próprio nome sugere, é uma categoria de medicamentos desenvolvidos para tratar especialmente os transtornos depressivos, mas também podem se utilizados no tratamento de transtornos de ansiedade, distúrbios do sono, dependência química, dores crônicas, transtornos alimentares, disfunções sexuais, etc.

Quer saber mais detalhes sobre os antidepressivos? Leia o artigo e fique por dentro do assunto!

Como agem os antidepressivos?

Antidepressivos são fármacos psiquiátricos que atuam no sistema nervoso central. Eles são utilizados para tratar variados distúrbios e são capazes de promover o equilíbrio das funções eletroquímicas do cérebro, bem como, normalizar o fluxo dos neurotransmissores. Essa regulação auxilia na atenuação dos sintomas de depressão e outros transtornos.

Quanto tempo demora para os antidepressivos fazerem efeito?

O tempo de ação varia de acordo com o caso e depende das respostas do organismo de cada paciente. Enquanto alguns antidepressivos começam a surtir efeito nos primeiros dez dias de tratamento, outros demoram meses, uma vez que a melhora é gradual e lenta. Isso ocorre porque os pacientes não reagem imediatamente às novas substâncias e o cérebro, no começo, ainda está aprendendo a lidar com elas.

Quais são os tipos de antidepressivos?

Os antidepressivos são classificados em alguns tipos: inibidores não seletivos da recaptação de moaminas, inibidores seletivos da recaptação da serotonina, inibidores da recaptação de serotonina e norepinefrina, inibidores da recaptação de serotonina e antagonistas ALFA-2, inibidores seletivos da recaptação de dopamina, antagonistas ALFA-2 e inibidores da Monoaminoxidase.

Que sintomas os antidepressivos podem amenizar?

Os efeitos dependem do tipo de antidepressivo. A gama de sintomas que podem ser amenizados através do tratamento fármaco incluem sonolência, boca seca, cansaço, visão borrada, dor de cabeça, tremores, palpitações, náuseas, vômito, prisão de ventre,  tontura, transpiração, rubor, queda da pressão, ganho de peso, distúrbios ejaculatórios, sudorese excessiva, etc.

Deve-se tomar antidepressivos por conta própria?

O uso de antidepressivos vem crescendo no mundo inteiro, inclusive no Brasil. Só para ter ideia, em nosso país o aumento chegou a 11,6% segundo dados da IMS Health. Apesar  desse crescimento, a utilização não deve ser irrestrita. O uso requer responsabilidade, indicação adequada e orientação médica, afinal, somente o profissional pode recomendar o tipo, dosagem e duração do tratamento antidepressivo. A automedicação é completamente contraindicada.

Por que os antidepressivos não resolvem, sozinhos, a depressão?

Quem tem depressão costuma apresentar baixos níveis de serotonina, neurotransmissor importante, relacionado à sensação de prazer e bem-estar. A baixa quantidade de serotonina prejudica fortemente a comunicação neuronal e resulta no desequilíbrio químico das emoções. Os antidepressivos entram em cena, a fim de melhorar a comunicação entre os neurônios, aumentando a concentração e o tempo que o hormônio permanece ali.

Apesar disso, mesmo com os níveis de serotonina regulados, alguns pacientes não apresentam melhoras no quadro depressivo. Isso ocorre porque nesses casos, não há apenas um desbalanceamento químico que a medicação deveria corrigir. É que cada pessoa pode responder de formas diferentes ao tratamento fármaco. O ideal é que a abordagem terapêutica inclua também outros métodos eficientes, como por exemplo, a psicoterapia.

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Antidepressivos causam dependência?

Antidepressivos causam dependência?

Uma das preocupações que temos ao receber a prescrição de medicamentos é se eles podem causar dependência. Os antidepressivos e ansiolíticos, chamados de psicofármacos, são os que mais causam dúvidas quando a relação malefício/benefício é observada.

Você já usou algum desses medicamentos? Conhece alguém que já ficou dependente? Neste artigo, vamos abordar esse assunto e explicar um pouco mais sobre os psicofármacos. Continue a leitura e saiba mais!

O que são antidepressivos?

A introdução desse tipo de medicamento — que atua no sistema nervoso central — para o tratamento de transtornos mentais se tornou popular a partir dos anos 1950. Na atualidade, o seu uso tem crescido exponencialmente.

Eles costumam ser eficientes na promoção do equilíbrio das funções eletroquímicas do cérebro e do controle do fluxo dos neurotransmissores. Existem diversos tipos desse psicofármaco, por isso, o tempo para que eles façam efeito é variável.

Uma reação comum das pessoas que utilizam esse remédio é a piora ou a ausência de efeitos positivos nas primeiras semanas do tratamento. Isso ocorre porque o cérebro ainda está aprendendo a lidar com a nova substância.

Para que eles servem?

Ainda não há uma comprovação científica de que a depressão e a ansiedade ocorram em função de um desequilíbrio químico cerebral. Por isso, há divergências de opiniões na comunidade médica sobre os efeitos dos psicofármacos.

Contudo, esses transtornos são que mais motivam a prescrição desse tipo de medicação. E o motivo para tal está na forma como os antidepressivos atuam no bloqueio e na recaptação de neurotransmissores.

Porém, é importante esclarecer que esse psicofármaco não cura qualquer transtorno mental. Ele atua na remissão completa dos sintomas, ou seja, a depressão ainda existe, mas é mantida sob controle.

Além desses transtornos, esse medicamento também pode ser indicado para tratar o estresse pós-traumático, obsessão-compulsão, bulimia, disforias pré-menstruais, entre outros.

Eles oferecem prejuízos para a saúde?

Como o uso desse psicofármaco atua no controle dos sintomas dos transtornos mentais, o paciente tem uma melhora do seu quadro, retornando a uma vida normal. Assim, ele pode associar a necessidade da medicação para a obtenção da felicidade oferecida pela ausência dos sintomas.

Dessa forma, um dos problemas mais recorrentes é a síndrome de abstinência provocada pela interrupção abrupta no uso dos medicamentos, cujos sinais, geralmente, se iniciam após 72 horas da última utilização.

Durante a crise de abstinência, o paciente apresenta ansiedade, insônia, irritabilidade, oscilações de humor, tonturas, falta de coordenação motora, náuseas, vômitos, calafrios, fadiga, dor muscular, entre outros.

Em razão desse quadro, é possível afirmar que há uma dependência do paciente quanto ao uso dos psicofármacos. Para que não haja essa crise de abstinência, o tratamento deve ser interrompido de forma gradativa e com acompanhamento médico.

Quanto aos benefícios dos antidepressivos, as pessoas precisam ter ciência de que eles só começam a aparecer cerca de seis semanas após o início do tratamento e precisa ser continuado por períodos de seis meses a um ano, para que não ocorram recaídas.

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