Dificuldade em se relacionar: quando devo me preocupar?

Nem todas as pessoas têm facilidade para se relacionarem com outras. Alguns são introvertidos enquanto outros são extrovertidos, alguns se...

Nem todas as pessoas têm facilidade para se relacionarem com outras. Alguns são introvertidos enquanto outros são extrovertidos, alguns se expressam com facilidade em situações públicas, enquanto outros são dominados pela timidez. Para alguns a interação social é algo natural. Já para outros é uma situação amedrontadora.É importante ressaltar que as  personalidades são diferentes e cada indivíduo tem sua própria forma de ver e lidar com o mundo, entretanto, a dificuldade para se relacionar passa a ser preocupante quando excede os limites.Em algumas situações, os bloqueios e problemas de relacionamento estão associados a condições mais sérias. Leia o artigo completo e descubra quando essa dificuldade merece maior atenção. Vem comigo!

Quando as dificuldades de relacionamento prejudicam o dia a dia

A timidez leve é algo que não prejudica fortemente aspectos como a vida social, profissional e familiar, entretanto, o excesso de retração pode ser um sinal de fobia social, um transtorno de ansiedade caracterizado com manifestações como tensão nervosa, desconforto, medo da exposição e de julgamentos sociais. Na verdade, esse quadro não só atrapalha o dia a dia, como também compromete o desempenho em atividades como falar em público, fazer uma entrevista de emprego e, até mesmo, se relacionar afetivamente.

Quando a dificuldade vem acompanhada de sintomas físicos e emocionais

Ligue o sinal de alerta se as dificuldades de relacionamento vierem acompanhadas de sintomas como medo, depressão, ansiedade, palpitações, isolamento social, sudorose, agressividade, baixa autoestima, irritabilidade, mau humor e angústia. Se essas manifestações aparecerem, é um forte indício de que as dificuldades para se relacionar não se limitam a um simples problema de convívio. Pode haver um transtorno psíquico de base.

Quando suas atitudes afastam as outras pessoas

Se você vive mau humorado, irritado e indisposto, se o seu senso de autocrítica é muito elevado e se as suas atitudes vivem afastando as outras pessoas, isso pode ser um sinal de distimia. A distimia é um transtorno depressivo permanente que pode levar o indivíduo ao isolamento social. Isso ocorre porque o indivíduo distímico é visto como reclamão, ranzinza e pessimista, fazendo com que familiares e amigos não tenham prazer em sua companhia.

Quando os relacionamentos são tóxicos e abusivos

Relacionamentos marcados por ciúmes, dependência, agressividade e extremismos são muito nocivos para todas as partes envolvidas e, realmente, devem ser motivo de preocupação, especialmente porque colocam em risco a saúde física e emocional de quem está dentro desse tipo de relação. Se esse for o seu caso, saiba que o ideal é buscar ajuda para dar fim ao ciclo de abusos.Vale salientar que esse tipo de relação é comum quando há transtornos subjacentes como a síndrome de borderline, depressão, bipolaridade, dependência química, comportamento antissocial e transtorno explosivo intermitente.Quer saber um pouco mais sobre as dificuldades em se relacionar? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!15
Dra. Aline Rangel, médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga

Sobre a autora

Dra. Aline Rangel

CRM-SP 132.102 | RQE 39.196

Médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga.

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizou Residência Médica em Psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da Universidade do Brasil (IPUB/UFRJ).

Especialista em Sexualidade Humana pelo Programa de Estudos em Sexualidade (PRO-SEX), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPq/HC-FMUSP). Especialista em Farmacodependências e Dependências Comportamentais pelo PROJAD/UNIFESP. Especialista em Sono pelo Instituto do Sono/UNIFESP.

Mestre em Psicobiologia pela UNIFESP. Doutora em Psicologia, com ênfase em Sexualidade e Estudos de Gênero, pela UCES.

Sua prática integra psiquiatria, psicoterapia e sexualidade humana, com cuidado baseado em ciência e presença.

Atendimento presencial em São Paulo e por telemedicina para todo o Brasil.

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