Entenda a importância da alimentação saudável para a sua saúde mental

Saúde é um complexo biológico, psíquico e social. Por meio do alinhamento desses três fatores, pode-se dizer que a pessoa...

Saúde é um complexo biológico, psíquico e social. Por meio do alinhamento desses três fatores, pode-se dizer que a pessoa apresenta pleno estado de bem-estar. Para isso, é necessário que os sistemas do organismo, mente, cultura, ambiente e relacionamentos estejam adequados. Além disso, é preciso alinhar todos esses fatores a uma alimentação saudável.

Quando se fala de saúde mental, então, não apenas o tratamento farmacológico e terapêutico é necessário. A fim de se alcançar a plenitude dessa área, o indivíduo deve investir em atividades físicas, meditações, hobbies e, principalmente, boa alimentação. 

Alterações alimentares dentro de transtornos mentais

Existem alguns transtornos mentais que se relacionam especificamente com os alimentos. Exemplos:

  • bulimia, que consiste em comer quantidades exageradas e, após isso, vomitar; 
  • anorexia, cujo distúrbio da autoimagem implica redução extrema de ingestão alimentar; 
  • obesidade, em que a alimentação em excesso causa dano ao organismo. 

Além disso, muitas condições orgânicas, decorrentes da falta de alimentação saudável, podem simular alterações psíquicas. A vitamina B12 e o ácido fólico são constituintes do sistema hematológico e da construção de outras células. Em dietas extremamente restritivas, é comum haver déficit desses nutrientes, ocasionando-se convulsões, alterações motoras e delírios.

Antes da revolução industrial, era comum comer alimentos frescos e saudáveis, contudo, principalmente após esse período, tornou-se cada vez mais frequente o processo de industrializar os alimentos. Hoje, é comum encontrar sucos de fruta que consistem  praticamente de apenas aromatizantes. Carnes e embutidos que perduram por anos, sem vencimento. Leites ricos em produtos químicos. 

Desse modo, os alimentos passaram a ter elevado teor de açúcares, sal, gorduras e cafeína. Esses ingredientes super-estimulam o organismo, tornando o paladar viciado em alimentos ultraprocessados. O problema reside no fato de isso não ser natural ao organismo e ser fator de risco para doenças cardiovasculares, respiratórias e transtornos mentais, por exemplo. 

História da alimentação saudável como medicamento natural

Em 1968, o químico e vencedor do Prêmio Nobel, Linos Pauling, desenvolveu o termo ortomolecular para se referir à associação entre mente e nutrição. Ele compilou uma série de artigos e pesquisas em seu livro Orthomolecular Psychiatry, a fim de comprovar que o consumo de nutrientes, vitaminas e sais minerais era necessário para a prevenção e auxílio no tratamento de diversos transtornos mentais.

Uma escritora americana, Ellen G. White, escreveu uma série de livros sobre alimentação saudável, na qual ela explica os benefícios da ingestão correta de alimentos para uma vida de bem-estar e longevidade.

Mantendo alimentação saudável 

A World Health Organization esclarece que a alimentação saudável é direito de qualquer cidadão no mundo. Além disso, ressalta que comer se torna benéfico, caso seja atingida a ingestão adequada dos parâmetros biológicos, sociais e individuais, além do respeito à regionalização e cultura. Logo, a alimentação deve aperfeiçoar a qualidade de vida física, mental e social. Ela se torna fator inerente para a construção de uma sociedade feliz e dinâmica. 

Não deixe que os maus hábitos alimentares prejudiquem sua saúde mental. Busque ajuda de um médico especialista e comece a viver plenamente, alinhando sua rotina com hábitos de alimentação saudável.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

Dra. Aline Rangel, médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga

Sobre a autora

Dra. Aline Rangel

CRM-SP 132.102 | RQE 39.196

Médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga.

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizou Residência Médica em Psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da Universidade do Brasil (IPUB/UFRJ).

Especialista em Sexualidade Humana pelo Programa de Estudos em Sexualidade (PRO-SEX), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPq/HC-FMUSP). Especialista em Farmacodependências e Dependências Comportamentais pelo PROJAD/UNIFESP. Especialista em Sono pelo Instituto do Sono/UNIFESP.

Mestre em Psicobiologia pela UNIFESP. Doutora em Psicologia, com ênfase em Sexualidade e Estudos de Gênero, pela UCES.

Sua prática integra psiquiatria, psicoterapia e sexualidade humana, com cuidado baseado em ciência e presença.

Atendimento presencial em São Paulo e por telemedicina para todo o Brasil.

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