Hipergafia: quando comer demais é sintoma de sofrimento mental

Uma alimentação desbalanceada, rica em alimentos gordurosos, pode causar graves distúrbios ao organismo. Contudo, existem casos em que a necessidade...

Uma alimentação desbalanceada, rica em alimentos gordurosos, pode causar graves distúrbios ao organismo. Contudo, existem casos em que a necessidade excessiva de ingerir alimentos ocorre em função de um transtorno emocional. Na maioria dos casos, esse é um quadro de hipergafia.Você conhece esse problema? Sabe qual é a causa? Então, fique atento e continue a leitura do artigo para aprender tudo sobre o assunto.

O que é hipergafia?

É um transtorno mental que faz com que o indivíduo desenvolva uma vontade irresistível de comer sem ter fome. Ele é caracterizado pela ingestão de grandes quantidades de alimentos, quando comparadas às de uma alimentação padrão.Outra característica é que diferentemente da bulimia: portadores de hipergafia não sentem o desejo de vomitar após a ingestão excessiva de alimentos. Isso faz com que ocorra um rápido aumento de peso.

Quais são as causas?

As causas desse transtorno estão associadas, principalmente, a acontecimentos do passado. Pessoas que sofreram com eventos traumáticos, acidentes, falecimentos ou perdas de bens materiais, estão mais predispostas a desencadear esse transtorno.Também é comum que pessoas obesas ou que possuem predisposição à obesidade desenvolvam o problema. Isso ocorre porque elas podem sofrer com baixa autoestima, ansiedade ou depressão. Em suma, transtornos psicológicos que funcionam como um gatilho para a compulsão alimentar.

Quais são os sintomas?

A hipergafia tem como principal característica o comportamento alimentar fora dos padrões. Em outras palavras, é caracterizada pela ingestão contínua de alimentos diversos, sendo mais comuns aqueles ricos em calorias.Outros sintomas recorrentes são irritabilidade, variação de humor, aumento rápido de peso, taxas sanguíneas desreguladas e aumento do risco de hipertensão e diabetes.

Como diagnosticar?

Na maioria dos casos, é o psiquiatra o profissional indicado para tratar esse paciente, pois esse é um transtorno mental, associado a fatores psicológicos e emocionais.O diagnóstico é feito a partir de um exame clínico do indivíduo e das informações colhidas sobre sintomas, histórico familiar, fatos passados que deixaram sequelas etc.Caso o paciente relate que se alimenta indevida e excessivamente, que ganhou peso rápido, que prefere se alimentar sem a companhia de outras pessoas e que não está feliz com essa conduta, já há uma pré-confirmação do quadro.

Como é o tratamento?

Esse transtorno mental tem cura, e o tratamento busca atuar nas causas que acarretaram esse problema. Então, após a descoberta do acontecimento que abalou psicologicamente o paciente ou a identificação de sinais de depressão, ansiedade, stress, o psiquiatra inicia o ciclo de terapias para tratar esses transtornos.A hipergafia só será curada quando a pessoa não sofrer mais com esses fatores e começar a desejar viver uma nova vida. Caso contrário, esse transtorno mental será uma realidade presente na sua vida.Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!
Dra. Aline Rangel, médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga

Sobre a autora

Dra. Aline Rangel

CRM-SP 132.102 | RQE 39.196

Médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga.

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizou Residência Médica em Psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da Universidade do Brasil (IPUB/UFRJ).

Especialista em Sexualidade Humana pelo Programa de Estudos em Sexualidade (PRO-SEX), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPq/HC-FMUSP). Especialista em Farmacodependências e Dependências Comportamentais pelo PROJAD/UNIFESP. Especialista em Sono pelo Instituto do Sono/UNIFESP.

Mestre em Psicobiologia pela UNIFESP. Doutora em Psicologia, com ênfase em Sexualidade e Estudos de Gênero, pela UCES.

Sua prática integra psiquiatria, psicoterapia e sexualidade humana, com cuidado baseado em ciência e presença.

Atendimento presencial em São Paulo e por telemedicina para todo o Brasil.

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