Obsessão: quais as principais causas e tratamentos

A obsessão é uma condição mental caracterizada por pensamentos involuntários, intrusivos e obsessivos que podem se prolongar por períodos indefinidos....

A obsessão é uma condição mental caracterizada por pensamentos involuntários, intrusivos e obsessivos que podem se prolongar por períodos indefinidos. Na obsessão, as ideias são fixas e o indivíduo se concentra nelas, de modo que não consiga se livrar de tais pensamentos obcecados com facilidade. Ele até percebe seu comportamento irracional, porém, sente-se incapaz de controla-lo.

Obsessões podem ou não vir acompanhadas de compulsões e atitudes maníacas. De modo geral, esse quadro impacta negativamente a vida de quem sofre com esse transtorno, até porque, a obsessão tem íntima relação com o estado de ansiedade, podendo resultar em sintomas desagradáveis, como por exemplo, a insegurança, medo de adoecer ou morrer, além de rituais compulsivos, repetições e evitações.

A obsessão é um transtorno que atinge homens e mulheres na mesma proporção. Na maior parte dos casos, o distúrbio aparece ainda na infância ou adolescência, apesar de também poder iniciar na fase adulta. Quer conhecer as principais causas desse problema e quais são os tratamentos possíveis para a obsessão? Confira o texto completo!

Manifestação da compulsão

Pessoas com compulsão normalmente sofrem com pensamentos e imagens que invadem a mente insistentemente, sem que consigam bloquear essa invasão.

A partir daí, a única maneira que encontram para aliviar a ansiedade e atenuar essas ideias indesejadas é a obsessão, através de atos repetitivos que, muitas vezes, ocupam boa parte do tempo e geram desdobramentos prejudiciais no trabalho, vida social e nos relacionamentos.

Causas da obsessão

Acredita-se que a obsessão é resultado de causas biológicas, genéticas, psicológicas e ambientais. Enquanto alguns estudos apontam que esse transtorno é consequência de alterações cerebrais, outras pesquisas revelam que a pré-disposição genética tem influência nos casos de compulsão.

Comprovadamente, fatores ambientais e psicológicos, como infecções e traumas, têm relação com essa condição. Até mesmo fatores como estilo de vida, situações estressantes, e falta de estrutura familiar podem contribuir para que uma pessoa se torne obsessiva.

Vale acrescentar que os principais fatores de risco para o desenvolvimento de obsessão são os seguintes: histórico familiar (familiares com TOC ou outros transtornos de ansiedade), além de acontecimentos traumáticos no passado (acidentes, morte de alguém querido, abusos).

Tratamentos para compulsão

O tratamento para a compulsão tem duas vertentes: farmacológica e psicoterápica. A abordagem farmacológica inclui medicamentos para o controle da ansiedade e amenização dos sintomas compulsivos. A automedicação deve ser evitada, pois somente o psiquiatra pode recomendar o medicamento mais adequado, a dosagem ideal e a duração total do tratamento.

A psicoterapia funciona de forma bastante eficaz, pois trabalha as questões associadas ao problema e permite ao psicoterapeuta a identificação dos eventos traumáticos e situações que deram origem aos medos irracionais, atitudes compulsivas, necessidade de verificação constante, insegurança, etc. Entre outras vantagens, a psicoterapia contribui na libertação emocional de quem sofre com obsessão, além de ajudar a pessoa a lidar com as lembranças do passado e fatos que lhe causam ansiedade e temor.

Quer saber mais sobre obsessão? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

VOCÊ TAMBÉM PODE GOSTAR

Pessoa acordada à noite usando o celular enquanto tenta dormir

Minha mente não para e não consigo dormir: por que isso acontece?

Você está cansado, mas a mente continua funcionando? Saiba mais....
Foto de Andrea Piacquadio: https://www.pexels.com/pt-br/foto/executivo-maluco-gritando-para-a-camera-3760790/

Transtorno explosivo intermitente: sintomas, causas e tratamentos

Como diferenciar raiva comum de um padrão clínico de TEI....
Casal conversando e organizando o cuidado diante do transtorno bipolar

Como ajudar uma pessoa com transtorno bipolar?

Como apoiar sem confronto e reconhecer riscos...

Receba mais conteúdos