Pessoa sentada de costas em uma consulta psiquiátrica, diante de uma profissional com notebook. Imagem editorial sobre avaliação de transtornos alimentares.

Transtornos alimentares: tipos, sintomas e tratamento

Transtornos alimentares: conheça a classificação da CID-11, os principais sinais, riscos, diagnóstico e tratamentos baseados em evidências....

Versão atualizada: o guia foi consolidado em Transtornos alimentares: tipos, sintomas e tratamento.

Nem sempre um transtorno alimentar começa com alguém deixando de comer. Às vezes, começa quando o prato vira uma negociação interminável, quando comer escondido produz vergonha, e quando uma regra aparentemente saudável passa a organizar os horários, os relacionamentos e o humor. O problema não está apenas no alimento: está no sofrimento, no risco físico e na perda de liberdade que podem acompanhar essa relação.

Quando alguém procura informações sobre tipos de transtornos alimentares, é comum encontrar listas que colocam, lado a lado, anorexia, bulimia, ortorexia, vigorexia, hiperfagia e até “TOC alimentar”. Essa mistura confunde categorias diagnósticas, sintomas e expressões populares. Para orientar uma investigação ou uma decisão de tratamento, a distinção importa.

Na psiquiatria, meu ponto de partida não é decidir se uma pessoa “come demais” ou “come de menos”. Pergunto o que acontece antes, durante e depois de comer, o que ela teme, quais regras se tornaram inegociáveis e que consequências surgiram para sua saúde e para a vida cotidiana. A mesma conduta aparente pode ter funções muito diferentes.

Em síntese

Transtornos alimentares são condições psiquiátricas que envolvem alterações persistentes no comportamento alimentar ou na ingestão, com sofrimento, prejuízo e/ou consequências clínicas. A CID-11 reconhece diagnósticos diferentes. Nem todos envolvem medo de engordar, nem todos aparecem em pessoas magras, e o tratamento deve levar em conta a condição específica e a segurança clínica.

O que são transtornos alimentares segundo a CID-11?

A Classificação Internacional de Doenças, 11ª revisão (CID-11), da Organização Mundial da Saúde (OMS), utiliza o grupo transtornos da alimentação e da ingestão alimentar, com códigos de 6B80 a 6B8Z. A classificação reúne padrões anormais de comer ou ingerir substâncias que não são mais bem explicados por uma condição médica, por uma prática culturalmente aceita ou por uma etapa esperada do desenvolvimento.

Isso não significa que toda pessoa que restringe a alimentação ou come em resposta a uma emoção tenha um transtorno. O diagnóstico exige padrões clínicos definidos e avaliação do contexto. O sofrimento associado, a recorrência, o prejuízo funcional e a repercussão corporal são elementos centrais, mas variam entre os diagnósticos.

Alguns transtornos têm como núcleo a preocupação com peso e forma corporal. Outros, como o transtorno alimentar restritivo evitativo (TARE), a pica e a ruminação-regurgitação, podem ocorrer sem essa preocupação. Por isso, dizer que “todo transtorno alimentar decorre de uma imagem corporal distorcida” é incorreto.

Na minha avaliação clínica

Procuro distinguir três planos que frequentemente se misturam: o comportamento observável (por exemplo, jejuar), a experiência subjetiva (medo, nojo, perda de controle, culpa, indiferença à fome) e as consequências físicas. O diagnóstico nasce da relação entre esses planos, não da aparência nem de uma resposta isolada em questionário.

Quais são os tipos reconhecidos pela CID-11?

Os principais diagnósticos nomeados são os seguintes. A tabela inclui códigos, um aspecto central e um cuidado para evitar conclusões precipitadas.

CID-11CondiçãoComo reconhecer a característica nuclear
6B80Anorexia nervosaRestrição ou outros comportamentos persistentes que levam a baixo peso clinicamente relevante, acompanhados de alterações relacionadas a peso, forma corporal ou reconhecimento da gravidade. A trajetória de perda de peso também é importante.
6B81Bulimia nervosaEpisódios recorrentes de compulsão alimentar, acompanhados de comportamentos compensatórios inadequados, como vômitos, jejuns ou exercício excessivo. Não é necessário que a pessoa esteja abaixo do peso.
6B82Transtorno da compulsão alimentarEpisódios recorrentes com perda de controle e sofrimento significativo, sem os comportamentos compensatórios regulares que caracterizam a bulimia.
6B83Transtorno alimentar restritivo evitativo (TARE/ARFID)Restrição ou evitação associada a características sensoriais, medo de consequências adversas ou baixo interesse em se alimentar, com repercussões clínicas ou psicossociais.
6B84PicaIngestão persistente de substâncias não alimentares, de forma inadequada para o desenvolvimento e o contexto cultural.
6B85Transtorno de ruminação-regurgitaçãoRegurgitação repetida de alimentos, que exige diferenciação de causas gastrointestinais e outras condições.
6B8Y / 6B8ZOutros especificados / não especificadosCategorias residuais para quadros clinicamente relevantes que não se enquadram integralmente nas categorias anteriores ou cuja apresentação ainda não foi especificada.

Uma categoria residual não significa um quadro “menor”. É possível haver risco físico e necessidade de cuidado intensivo mesmo quando a pessoa não preenche todos os critérios de um diagnóstico nomeado.

Anorexia, bulimia e compulsão alimentar: por que não são sinônimos?

Anorexia nervosa: restrição, ameaça de ganho de peso e risco clínico

Na anorexia nervosa, a relação com o peso e com a ingestão pode se tornar progressivamente rígida. Às vezes, a pessoa descreve satisfação por conseguir adiar refeições. Outras vezes, sente ansiedade intensa ao flexibilizar uma regra alimentar. O discurso de “alimentação saudável” pode obscurecer uma restrição cada vez maior.

Não é correto reduzir o diagnóstico a “uma pessoa que se enxerga gorda”. Há formas distintas de perturbação da experiência corporal, alterações no reconhecimento das consequências do baixo peso e apresentações com comportamentos purgativos. Mais importante: perda rápida de peso e sinais clínicos de instabilidade exigem atenção mesmo antes da discussão diagnóstica estar concluída.

Bulimia nervosa: a compensação é parte do ciclo

Na bulimia, a compulsão alimentar é seguida por tentativas recorrentes de neutralizar suas consequências. Não se trata apenas de provocar vômitos. Podem ocorrer jejuns prolongados, exercício excessivo ou outras práticas inadequadas, frequentemente acompanhadas de culpa, vergonha e preocupação intensa com a forma corporal.

Uma pessoa pode trabalhar, manter uma vida social aparentemente habitual e apresentar um peso que não desperta suspeita. Por isso, a ausência de magreza não afasta o diagnóstico. Entre os riscos estão alterações eletrolíticas, lesões esofágicas e odontológicas e repercussões cardiovasculares.

Transtorno da compulsão alimentar: o aspecto central é a perda de controle

Comer muito em uma celebração, buscar conforto na comida em um dia difícil ou preferir determinados alimentos não configura, isoladamente, compulsão alimentar. A experiência central é sentir que não é possível interromper ou controlar o episódio, com sofrimento associado e recorrência.

Em consultório, considero particularmente importante diferenciar essa experiência do chamado comer emocional, da hiperfagia associada a outros quadros e das oscilações de ingestão que aparecem após longos períodos de restrição. Também investigo TDAH, alterações do sono, ansiedade, depressão, medicamentos e circunstâncias ambientais, sem pressupor que sejam a causa.

Para essa discussão em profundidade, mantenho um artigo próprio: Compulsão alimentar: quando comer deixa de ser só fome e vira perda de controle.

TARE, pica e ruminação, quando a dificuldade não gira em torno do peso

É comum associar transtornos alimentares ao receio de engordar. Essa associação deixa de fora pessoas que evitam alimentos por sensibilidade sensorial, medo de engasgar ou vomitar, falta de interesse em comer ou problemas persistentes de ingestão.

No TARE, por exemplo, a pessoa pode restringir intensamente a variedade ou a quantidade de alimentos sem estar tentando modificar a forma corporal. A avaliação investiga deficiências nutricionais, repercussões no crescimento, dependência de suplementação e prejuízo social. Diferenciar TARE de seletividade compatível com o desenvolvimento e de manifestações associadas ao autismo é essencial.

Pica não é sinônimo de “vontade estranha de comer”, e ruminação-regurgitação não deve ser confundida com a ruminação mental característica de alguns quadros ansiosos. Em ambos, a investigação médica faz parte do processo diagnóstico.

Ortorexia, vigorexia e hiperfagia: nomes populares ou diagnósticos?

A busca por “tipos de transtornos alimentares” também leva a expressões que não são diagnósticos independentes da CID-11.

Ortorexia

Designa preocupação rígida com o que seria uma alimentação “pura” ou “correta”. Pode provocar sofrimento e isolamento, mas não constitui categoria autônoma na CID-11. A avaliação deve identificar qual fenômeno clínico está presente.

Vigorexia

Termo popular frequentemente associado à dismorfia muscular, no espectro do transtorno dismórfico corporal. Exercício compulsivo e dietas rígidas podem coexistir, sem tornar todas as apresentações um transtorno alimentar.

Hiperfagia

Descreve aumento de ingestão alimentar. Pode ocorrer em diferentes situações médicas e psiquiátricas. Não basta para diagnosticar transtorno da compulsão alimentar.

A ortorexia merece atenção quando normas alimentares tornam a vida inflexível. O ponto não é desqualificar a intenção de cuidar da saúde, mas examinar quando ela passa a custar a própria saúde.

Quais sinais merecem atenção, mesmo sem mudança visível no corpo?

Nem todos os sinais são perceptíveis por familiares. Algumas pessoas escondem comportamentos, e outras sequer identificam que uma rotina de controle passou a ocupar grande parte de seus pensamentos.

Comportamentos

  • Evitar progressivamente refeições ou grupos alimentares.
  • Comer escondido e descrever perda de controle.
  • Planejar compensações depois de comer.
  • Exercitar-se apesar de lesões, mal-estar ou exaustão.
  • Isolar-se de encontros que envolvem alimentação.

Repercussões

  • Tontura, desmaio, fadiga, palpitações ou frio persistente.
  • Alterações gastrointestinais, dentárias e menstruais.
  • Conflitos e ansiedade intensa em torno das refeições.
  • Queda de desempenho escolar ou profissional.
  • Estreitamento da vida social e do repertório alimentar.

A página Me vejo gorda no espelho: sinais e imagem corporal aprofunda os sinais de reconhecimento precoce e diferencia insatisfação corporal de alterações perceptivas e diagnósticos específicos.

É possível ter transtorno alimentar em qualquer faixa de peso?

Sim. O peso não define sozinho a presença de bulimia, compulsão alimentar, TARE ou outras apresentações. E a aparência não é um instrumento de triagem confiável. A diretriz NICE orienta que o IMC e a duração da doença não sejam utilizados como critérios isolados para decidir acesso a tratamento ou internação.

Isso não significa que o estado nutricional seja irrelevante. Na anorexia nervosa, a trajetória de peso e as consequências da desnutrição são fundamentais. Em qualquer diagnóstico, sinais vitais, eletrólitos, hidratação, crescimento e velocidade de perda ponderal podem mudar completamente a urgência da conduta.

Uma distinção que considero decisiva

É possível alguém parecer “bem” em uma fotografia e estar clinicamente instável. Também é possível haver sofrimento alimentar relevante sem emagrecimento. A investigação não deve depender do estereótipo de quem “tem cara de transtorno alimentar”.

O que sabemos sobre as causas e o que ainda permanece incerto?

Transtornos alimentares resultam da interação entre vulnerabilidades biológicas, experiências psicológicas, circunstâncias sociais e comportamentos que podem sustentar os sintomas. Essas relações não são idênticas para anorexia, bulimia, compulsão alimentar e TARE.

Estudos genéticos indicam que a anorexia nervosa tem componentes herdáveis e relações com traços metabólicos e psiquiátricos. Estudos prospectivos identificam fatores associados ao risco de alguns quadros, como insatisfação corporal, pressão estética e afetividade negativa. No entanto, observar uma associação não permite dizer que a publicidade, uma situação de estresse, um episódio traumático ou uma dinâmica familiar específica causou o transtorno daquela pessoa.

Na formulação individual, diferencio predisposição, precipitação e manutenção. Uma dieta pode precipitar a intensificação dos sintomas. A restrição e as regras de compensação podem mantê-los. A história familiar pode informar vulnerabilidades sem estabelecer culpados. Desenvolvi essa discussão em Causas dos transtornos alimentares: o que a ciência sabe.

Como é feita a avaliação psiquiátrica?

A consulta não deve se transformar em uma entrevista policial sobre o que a pessoa “comeu de errado”. Uma boa avaliação organiza o padrão dos sintomas, o desenvolvimento, o risco clínico e as necessidades de cuidado.

01

História do comportamento

Quando começou, como evoluiu, frequência de restrição e episódios compulsivos, tentativas de compensação, contextos que aumentam ou reduzem sintomas e impacto funcional.

02

Aspectos psicológicos e diferenciais

Experiência do corpo, medo, vergonha, rituais, TDAH, ansiedade, depressão, sintomas obsessivos, autismo, uso de substâncias, efeitos medicamentosos e condições médicas coexistentes.

03

Condições médicas e nutricionais

Histórico de peso e crescimento, sinais vitais, exame clínico e, conforme indicação, eletrólitos, função renal, avaliação cardíaca e outros exames.

04

Nível de cuidado

Definir se é possível tratamento ambulatorial, se há necessidade de equipe especializada ou de estabilização médica mais intensiva. A segurança vem antes da conveniência do agendamento.

Questionários podem ajudar a rastrear padrões, mas não fecham diagnóstico. A escala mais adequada e a interpretação dependem da hipótese clínica, da idade e do contexto.

O que a evidência recomenda para o tratamento?

O tratamento é específico para o diagnóstico, ajustado à idade, ao risco físico e às condições coexistentes. Nas situações de maior complexidade, coordenar psiquiatria, clínica médica, nutrição e psicoterapia é essencial. A participação familiar pode ser importante, especialmente na adolescência.

Na anorexia nervosa, recuperar segurança clínica e estado nutricional faz parte do tratamento, junto da psicoterapia específica. Em adultos, diretrizes incluem TCC focada em transtornos alimentares, MANTRA e manejo clínico de suporte especializado. Em crianças e adolescentes, abordagens familiares têm papel importante quando indicadas.

Para bulimia e compulsão alimentar, tratamentos psicológicos estruturados, especialmente modalidades de TCC focada no transtorno, têm recomendações robustas. No transtorno da compulsão alimentar, reduzir a perda de controle não é sinônimo de prescrever emagrecimento; dietas restritivas podem, em determinados casos, manter o ciclo.

Medicamentos podem ser úteis em apresentações específicas e em comorbidades, mas não substituem tratamento psicoterápico ou nutricional quando estes são necessários. A prescrição exige avaliação individual de riscos, benefícios, interações e estado clínico. Não existe uma medicação única capaz de tratar todos os transtornos alimentares.

E quando há TDAH, ansiedade ou depressão associados?

Comorbidade não é uma nota de rodapé. Impulsividade, sono irregular, pensamento obsessivo, retraimento e medicamentos que alteram o apetite podem mudar a apresentação clínica e a escolha terapêutica. Ainda assim, é um erro atribuir automaticamente compulsão alimentar ao TDAH ou restrição à ansiedade.

Quando a pessoa está desnutrida, a própria desnutrição pode modificar atenção, humor e cognição. Algumas avaliações precisam ser revisitadas ao longo da recuperação. Para situações específicas, leia TDAH, compulsão alimentar e lisdexanfetamina.

Quando é necessário procurar urgência?

Desmaios, fraqueza intensa, confusão mental, palpitações importantes, dor torácica, vômitos frequentes com desidratação, recusa persistente de líquidos ou alimentos, perda ponderal rápida com repercussões clínicas e risco de autoagressão exigem atendimento presencial urgente.

Não espere a consulta eletiva

Se houver suspeita de instabilidade clínica, procure pronto atendimento. A definição de necessidade de internação considera sinais vitais, alterações laboratoriais, ritmo de perda ponderal, comportamento e risco psiquiátrico — não apenas um número na balança. Em situação de emergência, acione o SAMU (192).

O que familiares e pessoas próximas podem fazer?

Evitar comentários sobre peso, acusações e vigilância humilhante costuma abrir mais espaço para o diálogo. É mais útil descrever observações concretas: “Notei que os encontros à mesa estão ficando difíceis e que você parece muito angustiado depois das refeições”. A proposta é compreender e facilitar ajuda, não vencer uma disputa.

Também não considero adequado explicar um transtorno alimentar dizendo que “os pais causaram tudo”. Famílias têm histórias complexas, e relações podem influenciar sofrimento, suporte e adesão. Isso não autoriza inferências deterministas. Um bom cuidado envolve a família quando indicado e protege o paciente de simplificações culpabilizantes.

Perguntas frequentes

Existem dez ou doze tipos de transtornos alimentares?

Não há uma lista oficial de “dez” ou “doze” tipos na CID-11. Existem seis diagnósticos nomeados no grupo 6B80–6B85 e categorias residuais. Algumas listas na internet misturam esses diagnósticos com termos descritivos ou populares.

Alguém pode ter bulimia sem vomitar?

Sim. Outros comportamentos compensatórios inadequados podem ocorrer. O diagnóstico exige avaliar compulsão, compensação e demais características clínicas.

Ortorexia consta como transtorno autônomo na CID-11?

Não. O termo pode descrever sofrimento relevante, mas requer avaliação para identificar a condição clínica subjacente, quando houver.

Compulsão alimentar é o mesmo que obesidade?

Não. São condições diferentes que podem coexistir. A perda de controle e o sofrimento são elementos fundamentais no transtorno da compulsão alimentar.

Transtornos alimentares têm tratamento?

Sim. Há intervenções respaldadas por diretrizes, mas o plano depende do diagnóstico, da faixa etária, dos riscos físicos e do contexto. Algumas situações exigem equipe especializada.

Leia também: caminhos diferentes para dúvidas diferentes

Dra. Aline Rangel, médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga

Dra. Aline Rangel

CRM-SP 132.102 | RQE 39.196

Médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga.

Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com residência médica em Psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB/UFRJ).

Especialista em Sexualidade Humana pelo Programa de Estudos em Sexualidade (PRO-SEX), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPq/HC-FMUSP). Formação em Farmacodependências e Dependências Comportamentais pelo PROJAD/UNIFESP e em Sono pelo Instituto do Sono/UNIFESP. Mestre em Psicobiologia pela UNIFESP. Doutora em Psicologia pela UCES.

Atende presencialmente em São Paulo e por telemedicina quando clinicamente apropriado.

Referências científicas

American Psychiatric Association. (2023). The American Psychiatric Association practice guideline for the treatment of patients with eating disorders (4th ed.). https://doi.org/10.1176/appi.books.9780890424865

National Institute for Health and Care Excellence. (2020). Eating disorders: Recognition and treatment (NICE Guideline No. 69). https://www.nice.org.uk/guidance/ng69

Watson, H. J., Yilmaz, Z., Thornton, L. M., Hübel, C., Coleman, J. R. I., Gaspar, H. A., Bryois, J., Hinney, A., Leppä, V. M., Mattheisen, M., Medland, S. E., Ripke, S., Yao, S., Giusti-Rodríguez, P., Anorexia Nervosa Genetics Initiative, Hanscombe, K. B., Purves, K. L., Eating Disorders Working Group of the Psychiatric Genomics Consortium, Adan, R. A. H., . . . Bulik, C. M. (2019). Genome-wide association study identifies eight risk loci and implicates metabo-psychiatric origins for anorexia nervosa. Nature Genetics, 51(8), 1207–1214. https://doi.org/10.1038/s41588-019-0439-2

World Health Organization. (2024). Clinical descriptions and diagnostic requirements for ICD-11 mental, behavioural and neurodevelopmental disorders. https://www.who.int/publications/i/item/9789240077263

Dra. Aline Rangel, médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga

Sobre a autora

Dra. Aline Rangel

CRM-SP 132.102 | RQE 39.196

Médica psiquiatra, psicoterapeuta e sexóloga.

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizou Residência Médica em Psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da Universidade do Brasil (IPUB/UFRJ).

Especialista em Sexualidade Humana pelo Programa de Estudos em Sexualidade (PRO-SEX), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPq/HC-FMUSP). Especialista em Farmacodependências e Dependências Comportamentais pelo PROJAD/UNIFESP. Especialista em Sono pelo Instituto do Sono/UNIFESP.

Mestre em Psicobiologia pela UNIFESP. Doutora em Psicologia, com ênfase em Sexualidade e Estudos de Gênero, pela UCES.

Sua prática integra psiquiatria, psicoterapia e sexualidade humana, com cuidado baseado em ciência e presença.

Atendimento presencial em São Paulo e por telemedicina para todo o Brasil.

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