Dificuldade escolar na adolescência: como tratar

Muitos problemas que afetam a aprendizagem na adolescência às vezes podem passar despercebidos por nós, afetando de forma negativa a vida escolar, social e psíquica dos nossos filhos deixando sequelas que podem ser levadas para toda a vida.

Além disso, quando problemas relacionados a dificuldade escolar não são tratados, a autoestima do jovem pode ficar comprometida e ele pode desenvolver quadros de depressão e, em alguns casos, outros transtornos mais graves.

Sintomas que dificultam o aprendizado

A dificuldade no aprendizado pode estar relacionada a transtornos de origens variadas como transtornos do espectro autista ou psiquiátricos, e deficiências intelectuais.

Também está relacionada a transtornos de aprendizagem em leitura (dislexia), escrita (disgrafia), ou matemática (discalculia), com base genética. Mas uma das principais causas de dificuldade na aprendizagem é o Transtorno de Déficit de Aprendizagem e Hiperatividade (TDAH).

TDAH: um dos transtornos mais comuns

Esse transtorno acaba atrapalhando, e muito, a vida escolar do jovem. Dentre os sintomas, é possível observar a presença, por pelo menos seis meses, de ações relacionadas à desatenção, hiperatividade e impulsividade. Tais como:

  • Desatenção: falha em dar atenção a detalhes, dificuldade de manter atenção nas tarefas, parece não estar escutando o que falam, não consegue seguir instruções, desorganização, evitar atividades com esforço mental, perde coisas com facilidade, tem memória falha, e é fácil de distrair;
  • Hiperatividade: sempre inquieto, geralmente desvia o assunto das conversas, fala bastante, está sempre correndo e não consegue ficar parado;
  • Impulsividade: geralmente responde antes de acabarmos de perguntar algo, intromete-se ou interrompe as conversas, não consegue aguardar sua vez nas atividades.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do TDAH e de vários transtornos que podem comprometer a educação dos nossos adolescentes é feito com base no histórico do comportamento do adolescente.

No caso do TDAH não há exames específicos para validação, visto que a base neurológica do transtorno é pouco esclarecida. Durante a consulta com um psiquiatra são avaliados os sintomas recorrentes e, a partir da exclusão de patologias ou problemas que possam gerar sintomas parecidos aos do TDAH, é que o profissional pode dizer se ele sofre ou não do transtorno.

Quais os sintomas recorrentes?

Vale lembrar que outros transtornos que atingem os jovens também tem a agitação como sintoma, como é o caso do Transtorno de Espectro Autista (TEA), do retardo mental, e do distúrbio de conduta. Por isso, é tão importante a presença de um profissional capacitado que possa detalhar a presença de outros sintomas do TDAH.

Os sintomas que mais diferenciam esse transtorno dos demais são: distúrbio depressivo, transtornos variados de aprendizado, comprometimento sensorial, efeito colateral a medicamentos como antipsicóticos e anticonvulsionantes. Por exemplo.

Tratamento indicado

O tratamento de um adolescente com dificuldade escolar mais indicado é a terapia cognitiva comportamental com acompanhamento psiquiátrico, para melhorar os sintomas e prevenir (ou diminuir) as chamadas comorbidades (quando o paciente apresenta ou desenvolve mais de um transtorno) como depressão ou transtorno bipolar.

É indicado que o tratamento seja feito em conjunto, com o psiquiatra e o pedagogo, para que o trabalho tenha maior eficácia e possa reduzir as dificuldades que o jovem tem em sala de aula.

Não deixe os sinais passarem despercebidos

O não tratamento de transtornos de aprendizagem como o TDAH pode acarretar, no futuro, transtorno de conduta, personalidade antissocial e propensão ao vício em drogas, tanto lícitas quanto ilícitas.

Nesse sentido, ao menor sinal de que algo não vai bem, é preciso pedir orientação médica. Só assim o futuro de um jovem com dificuldades como essas não será prejudicado.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

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